Estudantes do AP vão expor projetos em feiras científicas internacionais

Experimentos foram desenvolvidos por alunos da escola Santina Rioli. Feiras vão acontecer na Argentina, Colômbia e Azerbaijão.

Dois alunos da 7ª série da Escola Estadual Santina Rioli se destacaram em 2014 em diversos eventos científicos locais e nacionais. Eles desenvolveram dois projetos experimentais que utilizam recursos naturais. O talento científico os fez conquistar os primeiros lugares em feiras científicas no Amapá e em outros estados. Ao longo de 2015, os estudantes deverão representar o estado em feiras internacionais na Argentina, Colômbia e Azerbaijão.

Carlos Martins Braga, de 13 anos, desenvolveu um projeto de biocarvão, que utiliza fibras de coco e folhas que foram recolhidas na orla de Macapá. O resultado, de acordo com o aluno, foi o desenvolvimento de um produto que causa menos poluição e danos para a natureza em comparação ao tradicional carvão, que atualmente é comercializado.

“Surgiram hipóteses de como aproveitar esse material orgânico. Realizamos atividades experimentais para análise e chegamos a essa conclusão”, conta o estudante, que também desenvolveu outros produtos com os materiais, como sabão de cozinha, capas de caderno e adubo vegetal.

“Ao final, comprovamos a eficiência desses quatro produtos. Buscamos materiais para realizar o reaproveitamento de materiais da natureza. Fizemos várias experiências e surgiram esses produtos”, completa o estudante.

Já o objetivo do estudante Lucas Raiol, de 13 anos, foi o desenvolvimento de um produto que auxiliasse moradores do distrito de Sucuriju, do município de Amapá, distante 302 quilômetros de Macapá. De acordo com ele, muitos moradores têm dificuldade de acesso a água potável, devido à água salgada que se encontra na região, que é banhada pelo oceano Atlântico.

“A partir desse problema pensamos em como podemos ajudá-los. Fervemos a água com a lenha mas estavam prejudicando o meio ambiente. Pensamos em um meio menos poluente. Assim surgiu o projeto do dessalinizador solar. No processo de evaporação, surgiu outro processo que foi a diminuição de sais mineiras”, informa.

O estudante explica que para aquecer a água utilizou um recipiente inox e colocou uma pirâmide de vidro em cima dele. As placas de espelhos da pirâmide fazem o sal da água evaporar com o calor do sol.

Os projetos, desenvolvidos no período de março a junho de 2014, foram orientados pelo professor Aldenir Melo, que informa que a participação positiva dos estudantes na Feira Científica do Amapá e de outros estados, rendeu a eles credenciais para expor em feiras internacionais. A data da participação ainda não foi divulgada.

“São dois projetos que foram premiados nas feiras do Amapá, Pará e interior de São Paulo. Em março, o projeto de Carlos sobre o biocarvão será apresentado também na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Este é o resultado de um ótimo trabalho que desenvolvemos”, afirma.

Satisfeito com os resultados apresentados pelos alunos, o professor explicou que o objetivo da ação é desenvolver, a partir de produções científicas, a ampliação do conhecimento dos estudantes, estimular novas práticas pedagógicas e promover ações interdisciplinares nas áreas de ciências da natureza e exatas.

“Nosso objetivo é fazer acreditar que educação pública pode alfabetizar os alunos cientificamente. É muito importante para estes alunos iniciarem produções científicas na escola e saberem como estas serão utilizadas pela sociedade. Vários trabalhos são produzidos”, complementa o professor.

Por: Jéssica Alves
Fonte: G1 

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