Governador do Amapá é acusado de compra de votos

Em três ações, a PRE/AP pede a cassação dos diplomas do governador Waldez Góes, do vice Papaleo Paes e dos deputados Vinícius Gurgel, Marília Góes e Edna Auzier.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE/AP) ajuizou três ações contra o governador Waldez Góes (PDT). Ele é acusado de compra de votos e abuso de poder nas eleições de 2014. Também respondem por alguns desses ilícitos o deputado federal Vinícius Gurgel; as deputadas estaduais Marília Góes e Edna Auzier; o vereador de Laranjal do Jari José Maria Bezerra, conhecido como Zezão, e Ana Luzia Gibson de Souza, correligionária da campanha.

Segundo a PRE/AP, Ana Luzia esteve em residências no bairro da Fazendinha prometendo que os moradores seriam incluídos no programa social Renda para Viver Melhor, desde que votassem em Waldez e Marília Góes.

Em Laranjal do Jari, eleitores também denunciaram a prática de compra de votos em favor do então candidato ao governo do Amapá Waldez Góes e dos deputados eleitos Vinícius Gurgel e Edna Auzier. Segundo relatos, o vereador do município José Maria Bezerra reuniu-se com moradores e pagou R$100 para que votassem nos candidatos por ele indicados.

Em diligência na casa do vereador de Laranjal do Jari, foram apreendidos materiais que indicam compra de votos. No local, havia lista com o nome de diversas pessoas ligadas à Associação dos Mototaxistas, indicando as seções eleitorais em que elas votavam.

As ações tramitam no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá. Se condenados, o governador do Amapá, o vice, e o deputado federal e as deputadas estaduais podem ter os diplomas cassados. Outras penas que podem ser aplicadas pelo TRE-AP aos acusados é a obrigação de pagar multa e a inelegibilidade por até oito anos.

Fonte: MPF – Ministério Público Federal

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