Natura quer ter 30% dos ingredientes vindos da Amazônia até 2020

Objetivo é ajudar a desenvolver cooperativas na região. Cerca de 90% dos ingredientes usados nos produtos são de origem vegetal.

Ingredientes de origem vegetal e embalagens feita a partir de matéria-prima reciclada. Esses são alguns dos conceitos de sustentabilidade presentes nos produtos da Natura. A empresa brasileira tem metas ousadas: chegar até 2020 com 30% dos ingredientes vindos da Amazônia, ajudando a desenvolver cooperativas na região.

A produção é em escala industrial, mas a filosofia de negócio é cuidar de cada cliente e também da natureza. Com 7 mil colaboradores e uma receita líquida de R$ 7 bilhões em 2013, a Natura é líder no setor de vendas diretas no Brasil. Forte no mercado nacional de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, a empresa fundada em 1969 carrega a bandeira da sustentabilidade.

“Hoje 90% mais ou menos do total de ingredientes que a gente consome na formulação dos nossos produtos são de origem vegetal. A gente tem um foco bastante grande no desenvolvimento de ingredientes na região amazônica também”, diz Alessandro Mendes, diretor de desenvolvimento de produto da Natura.

As embalagens de grande parte dos produtos também são ecologicamente corretas. A linha que aparece no vídeo utiliza 70% menos alumínio. A empresa foi a primeira no país a lançar o refil e todos os frascos são feitos com pet reciclado. A fábrica já começou o envase de perfumes em vidros reciclados pós-consumo.

“Do ponto de vista de embalagem, a gente prioriza os polímeros reciclados pós-consumo, polímeros de fonte natural, de fonte vegetal. Então, o polietileno verde, o pet verde, também em detrimento aos minerais, porque eles têm menor impacto ambiental”, explica Alessandro.

O compromisso com as questões ambientais e sociais fez a multinacional brasileira conquistar recentemente a certificação B-Corp. O selo reconhece empresas que beneficiam à sociedade desde a fabricação até a comercialização dos produtos.

A sustentabilidade é um caminho sem volta para a empresa, explica o diretor. E as metas para os próximos anos são ousadas.

“Outra meta que a gente tem, por exemplo, até 2020 é que 30% de tudo o que a gente compra de insumos, de ingredientes, deverá vir da região amazônica. Isso nos impõe, então, um volume de negócios de mais de R$ 1 bilhão na região amazônica. Então, nós temos um sonho que é, em 2050, ser uma empresa de impacto positivo, mas metas muito bem estabelecidas para 2020 e ir traçando esse caminho”, diz Alessandro.

Fonte: G1

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