Relatório do SNIS afirma que rede de esgoto é quase nula no Amazonas

A Cosama diz que a rede de esgoto é obrigação das prefeituras e que a companhia deve cuidar apenas do abastecimento de doze municípios

Juntamente com outros quatro estados do Brasil, o Amazonas está na lista dos que tem menos de 10% de atendimento urbano por rede coletora de esgotos (IN024), em 2013, segundo os dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), serviço ligado ao Ministério das Cidades. Ainda de acordo com a pesquisa, apenas três cidades amazonenses apresentam rede de saneamento básico: a capital Manaus e os municípios de Presidente Figueredo e Guajará.

Heraldo Beleza Câmara, presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) desde 2003 disse que é obrigação da empresa apenas realizar a distribuição de água nos doze municípios que estão sob a responsabilidade da Companhia.

“Nossa obrigação é fazer apenas a distribuição da água na sede dos doze municípios onde atuamos, as demais cidades do Amazonas já remunicipalizaram o serviço. O sistema de saneamento básico, que envolve a rede de esgoto, drenagem e coleta de lixo é responsabilidade das prefeituras”, afirma o presidente da Cosama.

Cabe à Cosama

O presidente também informa que os doze municípios onde a Cosama está presente são: Alvaraes, Autazes, Careiro da Várzea, Carauari, Codajás, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Manaquiri, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Benjamin Constant, nas demais cidades o sistema de abastecimento de água está responsabilidade das prefeituras, segundo afirmou o presidente da Cosama, Heraldo Câmara.

Capital

Na capital do Amazonas, a concessionária Manaus Ambiental disse que a cobertura do sistema de esgotamento sanitário é de 20% da cidade, que equivale a dizer que atende a aproximadamente 361.000 habitantes.

A Manaus Ambiental também anunciou que pretende alcançar os outros 80% da cidade com o sistema de esgotamento sanitário até o ano de 2025.

Segundo o estudo mais recente do Instituto Trata Brasil, apenas Manaus, em todo o Brasil, deve conseguir a cobertura de 100% da cidade nos serviços de saneamento nos próximos dez anos.

Desperdício

A pesquisa também apontou o Norte e o Nordeste como as regiões onde as pessoas mais desperdiçam água tratada. No Amazonas, só não foi maior que o registrado no Amapá, de 76,5%. Segundo Estado que mais desperdiçou água em 2013, o desperdício entre o tratamento e a distribuição de toda a água consumida no Estado, que foi de 62,7%, ficou bem acima da média nacional, de 37%, e mais de três vezes superior que o percentual indicado pelo Snis, que é abaixo de 20%.

Maior tarifa

A tarifa de água no Amazonas foi a segunda mais cara do país, em 2013, quando os amazonenses pagaram 43% a mais do que a média cobrada nos demais estados brasileiros. Enquanto o metro cúbico de água – que equivale a mil litros – custou, em media, R$ 2,62 no Brasil, no Amazonas custou R$ 3,75 pela mesma quantidade.

Mas nem os preços acima da média nacional foram suficientes para reduzir o desperdício de água que, no Amazonas, comprometeu mais da metade da água produzida em 2013. O estado teve a segunda maior perda na distribuição do país, com 62,7% da produção sendo desperdiçada antes de chegar às torneiras dos consumidores.

Fonte: A Crítica

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