Ji-Paraná pode ter implantação do Projeto Floresta Plantada

Em geral, estas florestas são plantadas em grande escala por empresas que irão utilizar os produtos gerados.

Uma chave para adequação e regularização ambiental, conforme determinações do Novo Código Florestal Brasileiro, e ainda aumentar a rentabilidade para pequenos produtores de Ji-Paraná, foi proposta na semana passada pelo engenheiro florestal, professor Álvaro Amaral, para a vereadora Márcia Regina (PT), que ontem (2) levou ao conhecimento da secretária de Agricultura (Semagri), Claúdia de Jesus, e a titular da pasta do Meio Ambiente (Semeia), Kátia Casula.

Na Câmara de Vereadores na tarde de ontem, o engenheiro detalhou sobre o programa “Floresta Plantada”, aquela intencionalmente produzida pelo ser humano, com espécies como a Teca, Eucalipto e Bandarra. Em geral, estas florestas são plantadas em grande escala por empresas que irão utilizar os produtos gerados. Mas, a ideia de Álvaro é levar este projeto para pequenos produtores, para que utilizem pra consumo próprio e venda da madeira, já que a floresta, ao contrário da maior parte das culturas agrícolas, não se perde tão facilmente com secas, chuvas excessivas e outras variações do clima.

“O principal objetivo do programa é manter, recuperar e ampliar a cobertura florestal, com geração de oportunidades e renda para o produtor rural, através da adoção de práticas de uso amigável dos solos. O plantio de árvores para fins comerciais visa suprir uma demanda crescente dos diversos mercados consumidores de produtos florestais, a exemplo dos setores de construção e mobiliário, lenha e carvão para energia, substâncias medicinais, óleos, resinas, gomas, essências, mel, frutos, flores, entre outros”, explicou.

A proposta está em fase de estudos e será apresentada para outros órgãos. “Com as informações que me foram passadas, acredito na viabilidade do projeto Floresta Plantada e creio que precisamos de mais parceiros. Assim, no dia 23 de fevereiro, às 15 horas, faremos uma reunião no Plenário da Câmara para envolver entidades”, salientou Márcia Regina.

Os órgãos foram convidados conforme a temática dos segmentos: Assistência Técnica e articulação do projeto – Semeia, Semagri, STTR, Emater, Embrapa, Incra e Ceplac; Educação – Ifro, Unir e Efa; Mercado e comercialização – Acijip e CDL; e agências de crédito – Basa, Caixa Econômica e Cresol. Na reunião de ontem também ficou definido que a Semeia fará o levantamento da quantidade de comércios e indústrias que utilizam madeiras, com as características do projeto, para apresentar a viabilidade econômica do projeto.

Entre as vantagens, apontadas por Álvaro, além da posição geográfica estratégica e o baixo custo de produção florestal, o projeto ainda contribui para a preservação de matas nativas, capacitação e assistência técnica, crédito florestal, reaproveitamento de terras degradas pela agricultura e pode ser consorciado com outras culturas.

Fonte: Rondônia Direta

Deixe um comentário