Manaus se candidata a sediar Olimpíada sem saber quanto vai gastar

O governo do Amazonas e o município de Manaus se candidataram a ser sede de jogos de futebol na Olimpíada do Rio-2016 sem saber quanto terão de gastar com a competição. Ambos assumiram o compromisso de bancar os custos para serem indicados pelo Comitê Organizador Rio-2016 para receber partidas.

Na Copa-2014, o Estado do Norte teve de bancar a maior despesa com instalações provisórias na Copa-2014 em um total de R$ 123,6 milhões, além da construção do estádio. Para a Olimpíada, há a necessidade de investimento em outras estruturas complementares. Inicialmente, o Comitê Organizador do Rio-2016 teria de pagar por itens provisórios, mas parte deles têm sido passados ao Estado após revisão do orçamento em 2014.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, admitiu que não sabe quanto será gasto para receber a Olimpíada: disse que ainda está sendo feito levantamento entre Estado e município. Ressaltou, no entanto, que entende que esse valor não será muito volumoso.

“De qualquer maneira, vai valer a pena porque na Copa houve um retorno de R$ 300 milhões com turismo bem mais do que gastamos”, analisou. “Temos que pagar pelo selo olímpico. Toda cidade que se credencia para receber Olimpíada, e no Japão todas estão interessadas, tem que fazer um investimento.”

Sob o ponto de vista da competição, aumentar uma sede para futebol na Olimpíada – eram cinco previstas anteriormente – também pode representar um crescimento de custo. Logo em um momento em que o COI (Comitê Olímpico Internacional) tem pregado que a competição seja mais enxuta com redução de gastos. O Comitê Rio-2016 também não diz qual será o custo extra.

“Toda a parte financeira será informada depois. Defendemos que a Olimpíada tem que ser uma integração para o país. A Olimpíada é do Brasil, não só do Rio”, contou o presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman. O diretor de comunicação do comitê, Mario Andrada, informou que, se houver aumento de custo, terá de haver redução em outro item como tem sido política do Rio-2016.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o departamento de competições da entidade ficaram contrariados com a indicação de Manaus por considerar que há problemas de logísticas para levar o jogo para tão longe em uma competição curta. Virgílio aposta em uma relação próxima com Blatter para superar essa resistência e ser confirmado na Olímpida, o que só é possível com aval da federação internacional.

Por: Rodrigo Mattos
Com Vinícius Konshinski
Fonte: Blog do Rodrigo Mattos 

Deixe um comentário