Filho de liderança indígena é morto a tijoladas em Santa Rosa do Purus

Segundo a Polícia Civil, indígena foi morto por barqueiros. ‘O momento é de insegurança e consternação’, diz tio da vítima.

Comunidade indígena está consternada com a morte do índio Carlos Alberto Domingos Kaxinawá (Foto: Sandra Brito/Arquivo Pessoal)

O professor Carlos Alberto Domingos Kaxinawá foi vítima de latrocínio neste domingo (8), no município de Santa Rosa do Purus, distante 300 quilômetros de Rio Branco.  O indígena era filho do cacique Edivaldo Domingos Kaxinawá.  Segundo o chefe do posto da Polícia Civil no município, Luciano Nascimento da Costa, os quatro suspeitos, entre eles três menores, foram presos em flagrante e o crime foi motivado para roubar uma carteira.

“Eles mataram o indígena com tijoladas na cabeça e cortaram um pedaço da orelha dele. Nós fomos rápidos e conseguimos capturá-los. Em depoimento, os homens falaram coisas contraditórias, disseram que o indígena estava xingando eles, mas percebemos que o crime foi motivado por roubo mesmo”, explicou Costa.

Ainda de acordo com Costa, os suspeitos foram levados para o município de Manoel Urbano para ser lavrado o flagrante. “Eles foram encaminhados para município vizinho para realizarmos o flagrante e também por questões de segurança, porque a população ficou muito revoltada com a situação. Depois, o maior vai para o presídio de Sena Madureira e os três menores para Centro Socioeducativo Purus, localizado no mesmo município”, explica.

Para o presidente do Conselho Distrital do Posto de Saúde Indígena do Pólo Base de Santa Rosa do Purus, e tio da vítima, Manoel Kaxinawá, o momento é de insegurança e total consternação.

“A morte dele é lamentável, é um fruto que nós perdemos. Ele era trabalhador, cursava faculdade de pedagogia e foi morto sem ninguém esperar. Só não fizemos justiça com as próprias mãos, porque não tínhamos certeza de quem foram ao autores”, disse.

Manoel pede que a justiça seja feita. “O que pedimos é que essas pessoas não fiquem impunes, pois nossa população indígena é perseguida e sofre muito, se a justiça não for feita, vamos até Rio Branco, se for preciso”, finalizou.

Por: G1

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