Oswaldo Sevá, um rio que correu para o infinito

À meia noite deste sábado perdemos o amigo Oswaldo Sevá, um dos mais ferrenhos defensores dos nossos rios e um dos mais contumazes críticos das usinas que os estão destruindo.

Sevá foi um rio caudaloso que buliu com tudo e todos que estiveram a sua volta. Lutou com ferocidade e ciência contra Belo Monte e seus realizadores, ao mesmo tempo em que foi infinitamente solidário e gentil com a gente que sofre com seus impactos. Foi um grande acadêmico e um ser humano ainda mais grandioso e generoso para com seus amigos. Foi superlativo e intenso em todos os momentos de sua vida.

Com o saudoso Glenn Switkes, que nos deixou em 2009, Sevá produziu Tenotã-Mõ, a mais importante obra sobre Belo Monte. E em 2008 esteve com o amigo e os povos do Xingu no grande encontro que deu origem ao Movimento Xingu Vivo para Sempre em Altamira. Sevá sempre foi essencial.

É com grande pesar que sofremos a perda de mais um amigo, mas é com enorme gratidão que lembraremos de sua presença em nossas vidas e de seu trabalho em favor do Xingu e sua gente.

O espírito de Sevá continuará correndo livre nas águas do rio, agora e sempre

Movimento Xingu Vivo para Sempre

Fonte: Movimento Xingu Vivo Para Sempre

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Um comentário em “Oswaldo Sevá, um rio que correu para o infinito

  • 2 de março de 2015 em 17:28
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    É inacreditável o silêncio da imprensa e mesmo da academia e da sociedade civil diante da morte de um personagem tão valioso e atuante quanto o professor Oswaldo Sevá. Sei que as legiões de pessoas que com ele tiveram contato, nas suas muitas andanças de pesquisas e militância, devem ter sofrido pela notícia, mas lembrado da sua inconfundível presença entre nós, que nossa memória guardará para sempre. Mas algum reconhecimento institucional devia ter aparecido. A omissão é triste, embora o próprio Sevá, por sua independência e coragem como crítico, soubesse muito bem o que enfrentava. Escrevi sobre ele em http://www.lucioflaviopinto.com

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