Pesquisadores do Inpa convidam sociedade para debater o desmatamento da Amazônia e seus impactos

Objetivo é formular questões científicas sobre os indicadores do desmatamento e seus impactos, além da degradação florestal e suas consequências sobre o ecossistema

O Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) e o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), ambos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), promovem no próximo dia 15, o colóquio “Desmatamento, Degradação e Fragmentação Florestal – quanto mais o ecossistema Amazônico aguenta?”, no Auditório da Ciência, campus I do Inpa, Av. Otávio Cabral, Petrópolis.

O objetivo do colóquio, que terá como palestrantes José Luís Camargo do PDBFF e Sâmia Nunes do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), será promover um amplo debate sobre a capacidade da floresta de se regenerar, em especial, frente à sequência de eventos extremos provocados pelas mudanças climáticas.

De acordo com a gerente científica do LBA, Muriel Saragoussi, o evento esclarecerá questões sobre a situação atual da Amazônia em termos de desmatamento e degradação florestal para a formulação de questões relevantes sobre o assunto. “Esperamos que os participantes do colóquio saiam instigados a contribuir com a ciência por traz dos fatos, com a construção de políticas públicas para uma proteção mais efetiva da Amazônia e para a prevenção e mitigação de eventos extremos”, afirmou.

Colóquio

Como o objetivo do Colóquio é levantar questões científicas com a participação da sociedade, foram convidados como “Provocadores” a jornalista Kátia Brasil, do Portal Amazônia Real, e os pesquisadores Francis Wagner coordenador Geral da Pós-graduação Lato Sensu da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA).

Cada um dos palestrantes fará uma exposição inicial de 30 minutos. Sâmia Nunes apresentará os dados atuais de desmatamento e degradação florestal da Amazônia e José Luís Camargo mostrará o estado da arte sobre as consequências da fragmentação florestal nos remanescentes florestais do ecossistema amazônico.

Em seguida, os provocadores terão 10 minutos cada para tecer comentários e levantar perguntas científicas complementares àquelas já apontadas pelos palestrantes. Por fim, o debate será aberto ao público para perguntas e comentários. A estimativa é de que participem 150 pessoas, entre pesquisadores, professores, alunos do INPA, UEA, UFAM, ULBRA, FAPEAM e cidadãos interessados no tema.

Fonte: INPA

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