‘Não tem dinheiro’, diz governador do Acre a professores em greve

Tião Viana diz que não há ‘qualquer possibilidade’ de conceder aumento. Tião Viana diz que não há ‘qualquer possibilidade’ de conceder aumento.

O governador do Acre, Tião Viana, declarou durante o lançamento do Programa Aquisição de Alimentos, nesta terça-feira (7), que não há “qualquer possibilidade” de conceder reajuste salarial aos trabalhadores em Educação do estado, em greve há mais de 20 dias.

“Não tem dinheiro, é uma crise nacional, o Brasil vai sair dela, mas esse ano, não tem qualquer possibilidade de conceder aumento“, afirmou.

Segundo Viana, o governo tem se mantido aberto ao diálogo e afirma que foi o movimento grevista, liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), que teria ‘radicalizado’. “O movimento é que rompeu com as negociações e deflagrou a greve, mas faz parte da democracia. O diálogo, o respeito, a consideração vão continuar. O diálogo é melhor que a radicalização”, diz.

O governador minimizou os efeitos da greve e disse que parte das escolas já retornou às aulas. “Nós temos mais de 80% das escolas já retornando, em Rio Branco, e nos municípios do interior o número é maior ainda. Então, é um momento de vitória, de compreensão dos professores, dos educadores e dos alunos, que entendem”, disse.

‘Forma de pressionar a categoria’

Procurada pelo G1, a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, contestou as afirmações do governador. Segundo Rosana, os servidores da Educação não buscam um aumento para esse ano.

“Na mesa de negociações foi consenso que em 2015 não haveria reajuste, mas queremos uma proposta para 2016. Não houve rompimento de negociação, o que queremos é que o governo apresente algo”, afirma.

Ela negou ainda que as escolas que aderiram à greve estejam retornando ao trabalho. “Essa informação não é real, a única escola que entrou em greve e retornou foi a Escola Neutel Maia e os municípios continuam em greve. Até a última sexta-feira (3), 61 das 90 escolas de Rio Branco estavam em greve”, argumenta.

A sindicalista, porém, diz entender a intenção do governador com as declarações. “É uma foram de pressionar a categoria a voltar, mas nós também estamos fazendo nosso papel sindical de manter a greve enquanto nossa categoria deliberar que vamos continuar”, finaliza.

Entenda o caso

Desde que entraram em greve, no dia 17 de junho, os trabalhadores em Educação vêm realizando vários atos no sentido de pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria. Na segunda-feira (6), eles protestaram em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital, contra a proposta apresentada pelo governo e depois fecharam a Ponte Juscelino Kubitschek, mais conhecida como ponte Metálica.

A categoria reivindica 25% de reajuste salarial, pagamento do Programa de Valorização Profissional (VDP) e do piso nacional para os outros servidores de escola. Além disso, quer um aumento de 20% sobre o piso e realização de concurso público para cargos efetivos.

Fonte: G1
Colaborou Luízio Oliveira, da Rede Amazônica Acre

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