Cheia no Amazonas causa prejuízo de mais de R$ 66 milhões, diz Sepror

Produção de farinha de mandioca foi a mais afetada no setor agrícola. Município de Iranduba concentrou as maiores perdas em 2015.

Os prejuízos causados pela cheia dos rios já totalizam de mais de R$ 66 milhões no setor agropecuário dos municípos do interior do Amazonas neste primeiro semestre, segundo o último relatório divulgado pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). A produção de farinha de mandioca ainda segue como a maior prejudicada, com perdas calculadas em em mais de R$ 23 milhões.

O relatório foi publicado na última sexta-feira (24) , por meio do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Amazonas (Idam). Os municípios que lideram a lista com maiores perdas agrícolas são Iranduba, com R$ 16,5 milhões, Envira, R$ 15,2 milhões e Careiro da Várzea, R$ 3,4 milhões.

A subida dos rios afetou principalmente a produção de farinha de mandioca que calcula perda de 5,8 toneladas estimadas em R$ 23,3 milhões, seguido pela couve, com prejuízo de 2,3 toneladas e R$ 9,4 milhões e a banana, co 8,8 toneldas e R$ 8, 8 milhões em prejuízos.

Na pecuária, a a estimativa do prejuízo chega R$ 1,107 milhões com as perdas de mais 15 mil aves, de 2.427 suínos, 654 cabeças de gado e 118 animais ovinos. Os criadores de peixes tiveram uma estmativa de perda de 9 toneladas, totalizando cerca de R$ 27 mil em prejuízos.

Segundo o Idam, os prejuízos calculados da cheia em relação ao mesmo perídodo de 2014, chegaram R$ 215 milhões. Neste ano, os municípios na calha do Rio Madeira não foram afetados.

Expectativas

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, acredita que o começo do mês de setembro será ideal para o início do período produtivo das áreas de várzea. “Há previsões sobre o meio ou final de setembro, mas esperamos que estas áreas possam ser objetos de plantio no começo do mês para que diminua o tempo sem atividade produtiva das famílias rurais”, disse Lourenço declarou que a ocorrência de cheias acima da normalidade nos últimos anos tem preocupado a Federação. “São cheias que preudicam a renda de milhares de produtores rurais, principalmente os pequenos produtores das áreas de várzea. Acreditamos que medidas podem ser tomadas para amenizar o impacto das cheias e garantir a permanência do produtor no interior. O que não pode acontecer é que ele se desencante com a atividade e engrosse as fileiras do exôdo rural e das periferias de Manaus”.

O presidente da FAEA informou que entre as medidas propostas pela Federação estão a anistia de dívidas rurais, o apoio para o transporte de animais que estão dentro da água, subsídio governamental para a compra de ração dos animais e disponibilização de linhas de créditos especiais para os produtores.

“A renegociação de dívias rurais acontece, mas a anistia dessas dívidas, tanto a integral como a parcial, ainda estão sendo estudadas. As linhas de crédito são disponibilizadas por meio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), mas, também, temos a proposta e conseguireste crédito por meio de bancos federais. O iortante é disponibilizar meios para o produtor continuar na atividade”, disse Lourenço.

Por: Sérgio Rodrigues
Fonte: G1 

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Um comentário em “Cheia no Amazonas causa prejuízo de mais de R$ 66 milhões, diz Sepror

  • 23 de agosto de 2015 em 9:01
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