No Equador, Papa Francisco pede exploração responsável da Amazônia

Pontífice destacou a importância da Amazônia para ‘o ecossistema mundial’. ‘Não podemos seguir dando as costas à nossa mãe Terra’, disse.

Em viagem ao Equador, o Papa Francisco pediu a preservação da Amazônia e disse que a exploração de recursos naturais – motivo de conflitos entre indígenas e governos da América do Sul – deve levar em consideração o cuidado com o meio ambiente.

Francisco destacou a importância da Amazônia para “o ecossistema mundial” e disse que sua “grande biodiversidade” requer um “cuidado particular”. “O Equador, ao lado de outros países com áreas amazônicas, tem a oportunidade de exercer a pedagogia de uma ecologia integral”, afirmou em Quito.

Mais cedo nesta terça-feira (7), o Papa Francisco tinha pedido que as pessoas deixassem de lado as diferenças na América Latina, por meio da fé, para estender uma mão aos desfavorecidos, numa missa ao ar livre para uma multidão na qual celebrou as revoluções independentistas da região.

‘Não continuem dando as costas à mãe Terra’

O papa fez ainda um apelo para que “não continuem dando as costas à mãe Terra”, ao citar pela primeira vez sua celebrada encíclica verde, durante seu giro pela América do Sul, uma região afetada pela mudança climática.

“Há algo claro, não podemos seguir dando as costas à nossa realidade, a nossos irmãos, a nossa mãe Terra”, disse Francisco em uma reunião com professores e alunos da Pontifícia Universidade Católica do Equador, no norte de Quito. Durante o evento, o papa fez selfies com fiéis.

O chefe da Igreja Católica, 78 anos, denunciou o dano ambiental afirmando que “não é lícito ignorar o que está acontecendo ao nosso redor como se determinadas situações não existissem ou não tivessem nada a ver com nossa realidade”.

Francisco considerou que o “cuidado e a proteção” do meio ambiente hoje “já não são uma mera recomendação, e sim uma exigência que nasce do dano que provocamos como causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus colocou na Terra”.

“Crescemos pensando apenas em cultivar, que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados talvez a espoliá-la (…), e por isto entre os pobres mais abandonados e maltratados está nossa oprimida e devastada Terra”.

Durante seu discurso para milhares de convidados, Francisco citou passagens da encíclica verde que publicou em 18 de junho contra a mudança climática, e perguntou sobre a Terra que os homens querem deixar.

“Esta Terra que recebemos como herança, como um dom, um presente, nos faz perguntar: como a queremos deixar”?

Francisco defendeu uma “revolução valente” para salvar o planeta das ameaças do capitalismo selvagem.

Fonte: G1

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