Rio Negro volta a subir: nível das águas chegou a 29,66 metros

Há duas semanas o rio desceu um centímetro, depois encheu mais cinco e se manteve estável durante os últimos cinco dias.  Mesmo com a variação, o chefe do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira, descarta, por enquanto, a hipótese do fenômeno repiquete

No ano passado, neste mesmo período, o nível do rio se manteve com 29m47cm, 19 centímetros a menos, sem encher ou vazar. (Eduardo Gomes/ Arquivo INPA)

O nível do rio Negro, em Manaus, que se manteve estável na última semana, medindo 29,65 metros, voltou a subir ontem, quando atingiu a cota de 29,66m, faltando 23cm para a previsão máxima estimada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que é de 29m 89cm.

Há duas semanas o rio desceu um centímetro, depois encheu mais cinco e se manteve estável durante os últimos cinco dias. Mesmo com a variação, o chefe do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira, descarta, por enquanto, a hipótese do fenômeno repiquete.

“Esse período está normal. Existem as variações de todos os anos, tanto na enchente quanto na vazante. Provavelmente a tendência é que aconteçam ainda mais essas variações, mas não podemos considerar o repiquete ainda”.

Ainda segundo Valderino, a vazante do rio Negro pode começar nos próximos dias. O terceiro alerta do CPRM, divulgado no início de junho, indicava que até o final de junho o rio atingisse uma cota entre 29,39 metros e 29,89 metros, com uma média estimada em 29,59 metros. A marca média é 38 centímetros menor que na enchente de 2012, a cota recorde.

No ano passado, neste mesmo período, o nível do rio se manteve com 29m47cm, 19 centímetros a menos, sem encher ou vazar. A marca foi a mesma até o final do mês, sem muitas variações registradas.

Cheia no interior

A última atualização da Defesa Civil aponta que dois municípios continuam em estado de calamidade pública: Boca do Acre, no rio Purus, e Anamã, no baixo Solimões. Outros 46 municípios estão em situação de emergência e quatro em alerta. Ao todo são 92.024 mil famílias afetadas, sendo 460.191 mil pessoas.

Em Anamã, são 1.664 famílias atingidas, e 8.323 pessoas afetadas 8.323. No Município de Boca do Acre o número de pessoas afetadas é de 20.905, sendo 4.181 famílias.

Em números

460. 191 é o número de pessoas afetadas com a cheia dos rios no interior do Estado, segundo a ultima atualização da Defesa Civil. Em Anamã 1.664 famílias atingidas, e 8.323 pessoas afetadas 8.323. Em Boca do Acre o número de pessoas afetadas é de 20.905, sendo 4.181 famílias.

Por: Luana Carvalho
Fonte: A Crítica

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