SBPC abre espaço para conhecimentos e práticas tradicionais dos indígenas

Etnias indígenas do Amazonas, como os Marubo e os Kambeba, também estão presentes no evento

Na segunda edição da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Indígena (SBPC Indígena), uma programação especial foi preparada para fomentar um espaço de discussão e para mostrar a cultura e o conhecimento desses povos para o Brasil. A atividade faz parte da programação da 67ª Reunião Anual da SBPC, que segue até este sábado (18), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo.

A programação reúne indígenas e não-indígenas. São realizadas atividades que mostram os conhecimentos tradicionais, por meio de oficinas, mesas-redondas e minicursos de pintura xavante, arte e artesanato, música, astronomia, alimentação e medicina indígena. Além de debates sobre direitos indígenas contemporâneos e as discussões sobre ética, práticas e políticas científicas.

Para a índia amazonense da etnia Marubo, Marta Marubo Comapa, a SBPC Indígena representa uma oportunidade muito grande para disseminar a cultura de povos que são esquecidos ou pouco conhecidos. “É um desafio unir a ciência moderna e os nossos conhecimentos, mas precisamos quebrar as barreiras. Não podemos ficar para trás”, disse Comapa.

Para o indígena amazonense da etnia Kambeba, Ivan Paulo Braga, é difícil vencer o preconceito da cidade grande. “A questão financeira e a distância são um empecilho muito grande para o nosso avanço”, disse.

Comapa e Braga chegaram recentemente a São Carlos. Eles fazem parte do programa de educação Ações Afirmativas da UFSCar, que desde 2008 recebe indígenas em todos cursos através do Vestibular Indígena .

A primeira SBPC indígena ocorreu no ano passado, na Universidade Federal do Acre (UFAC).

Fonte: INPA

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