Universitários propõem utilização de energia solar na Arena da Amazônia

Custo estimado para a instalação do sistema é de R$ 40 milhões.  Estudo aponta para a necessidade de aproveitamento das energias renováveis

A utilização de energia solar na Arena da Amazônia, estádio de Manaus na Copa do Mundo de 2014, virou pesquisa de alunos do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).  Os universitários estimam um custo de R$ 40 milhões para que a tecnologia seja instalada no estádio.  Apesar do alto custo, o estudo aponta a necessidade de adaptação do sistema energético do Amazonas às energias renováveis, visto que a geração com uso de óleo diesel é nociva ao meio ambiente e contribui para o processo de aquecimento global.

A utilização de energia limpa na Arena da Amazônia já foi matéria do Portal Amazônia no último mês de dezembro.  Na ocasião, a Fundação Vila Olímpica (FVO), administradora do estádio, revelou que o projeto estava em fase de estudos com a Eletrobrás Amazonas Energia e faria um teste de seis meses para analisar a viabilidade da instalação.  Entretanto, em tempos de crise financeira e corte de gastos no poder público, o projeto parece cada vez mais longe de sair do papel.

O trabalho intitulado ‘Viabilidade da utilização de placas fotovoltaicas na Arena da Amazônia’ foi produzido pelos alunos Louise Pereira, Louise Melo, Mayene Amorim, Raphaely Brito e Waldomiro Dias, do curso de Engenharia Química da Ufam. O projeto foi coordenado pelo professor e pesquisador Johnson Pontes de Moura.

De acordo com o projeto dos universitários, a usina de energia na Arena da Amazônia teria aproximadamente 26.650 módulos fotovoltaicos e 570 inversores, numa área total ocupada pela estrutura metálica de 44.913,15 metros quadrados da cobertura do estádio. O custo da implantação, estimado em R$ 40 milhões, seria dividido entre a Eletrobrás, Governo do Amazonas e investidores privados.

Economia de energia

O Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede seria capaz de produzir até 4 mil megawatt-hora (MWh) por ano, o suficiente para abastecer em torno de 3,5 mil residências anualmente. Este tipo de sistema também gera um excedente de energia, que poderia ser entregue à rede pública da concessionária local para abastecer áreas residenciais e comerciais no entorno do estádio. A Zona Centro-Sul de Manaus, onde localiza-se a Arena, apresenta o segundo maior crescimento populacional da década com 23,2%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Amazonas tem potencial de radiação solar cinco vezes maior que o da Alemanha. O país germânico, todavia, é líder mundial em geração de energia solar. Também de acordo ccom a Aneel, 92,5% da geração elétrica do interior do Amazonas vem de termelétricas movidas a óleo diesel.

Mais do que emitir energia limpa, o sistema de energia solar também proporcionaria um ‘alívio’ financeiro para o poder público. O estádio demanda um alto custo mensal de energia elétrica. O valor pode chegar a R$ 200 mil, o que representa quase 1/3 do custo de manutenção dos três estádios administrados pela entidade (Arena da Amazônia, Colina e Coroado), que é de R$ 700 mil mensais.

O coordenador do projeto, Johnson Moura, valorizou a iniciativa sustentável dos alunos. “O meu objetivo como professor e pesquisador é justamente criar um campo de pesquisadores que possam aproveitar esse know-how para construir equipamentos ecoeficientes, haja vista que a Amazônia é um exemplo internacional de sustentabilidade”, destacou ao Portal Amazônia.

Fonte: Portal Amazônia

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