Advogado que disse ter sido estuprado por Adail Pinheiro no CPE deve ser transferido

Comandante pediu a transferência do homem que, segundo ele, aparenta estar em crise de abstinência e necessita passar por um acompanhamento especializado em uma clínica para dependentes químicos ou hospital de custódia

Adail Pinheiro em primeiroa entrevista na sede do CPE (Clovis Miranda)
Adail Pinheiro em primeiroa entrevista na sede do CPE (Clovis Miranda)

O Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar quer a transferência do advogado R.L.B. que denunciou o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, na última sexta-feira (21), por estupro. Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo advogado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Alvorada, na Zona Centro-Oeste, Adail teria colocado sonífero na comida dele e depois consumado o ato. A suposta vítima teria transtornos psicológicos e seria dependente químico.

O comandante do CPE, Cleitman Oliveira, informou que o advogado aparenta estar em crise de abstinência e necessita passar por um acompanhamento especializado em uma clínica para dependentes químicos ou hospital de custódia. “Hoje (ontem) mesmo enviamos o pedido de transferência dele à Justiça porque o estado dele é visivelmente preocupante. Não há como deixá-lo aqui nessas condições”, explicou o tenente-coronel.

De acordo com a Polícia Civil, o caso será apurado com cautela em um Inquérito Policial. Ainda nesta semana, o delegado Walter Cabral, titular do 10º DIP, pretende convocar tanto o advogado quanto Pinheiro, para prestar esclarecimentos sobre o caso. Cabral também aguarda pelo resultado do exame de corpo de delito, feito na última sexta-feira, no Instituto Médico Legal (IML), que pode confirmar se houve ou não a agressão.

O denunciante chegou no CPE na semana passada e dividiu a cela com Adail Pinheiro apenas uma noite. Ele foi preso quase um mês depois de ter tentado matar uma mulher no bairro Compensa, na Zona Oeste. Na época, ele atacou a vítima com uma faca e fugiu do local. Testemunhas relataram na delegacia que o advogado é uma pessoa problemática e agressiva, mas não passava por nenhum tratamento médico.

Providências

Os advogados de Adail Pinheiro disseram, hoje (24), que estão tomando as providências e que vão processar o advogado por denunciação caluniosa. A defesa de Adail Pinheiro alega que a vítima está em crise de abstinência.

Por: Kelly Melo
Fonte: A Crítica

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