Como a imprensa cobre o desmatamento na Amazônia?

As mudanças climáticas permearam o noticiário sobre o desmatamento durante o primeiro semestre.  A crise hídrica no Sudeste impulsionou a cobertura, em janeiro de 2015, com a identificação do tema como um dos impactos do desmatamento, reflexão que persistiu nos meses seguintes.  O noticiário foi, então, direcionado pelo anúncio de metas para contenção do desmatamento realizado pela presidenta Dilma Rousseff [Partido dos Trabalhadores – PT] em visita aos Estados Unidos, em junho último.

É o que revela o monitoramento de 44 jornais diários das cinco regiões brasileiras e quatro revistas semanais, realizado pelo projeto Mídia e Amazônia. A pesquisa deu origem à análise quanti-qualitativa da cobertura jornalística do desmatamento na Amazônia, mês a mês, de janeiro a junho de 2015.

O estudo avalia como a mídia, em geral, realiza a abordagem, o desenvolvimento e o aprofundamento das matérias, pesquisa a abrangência, a complexidade e os desdobramentos relativos ao tema.

As análises, de janeiro a junho, apresentam retratos mensais dessa cobertura. A partir deste mês de agosto, a cada mês, serão publicadas as análises do mês anterior, completando um ciclo de 12 meses, quando será lançada a compilação dos dados anuais da cobertura de 2015.

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Entre os dados obtidos no primeiro semestre, alguns pontos revelam fragilidades da cobertura: identificou-se que o poder público ainda é a principal fonte consultada para a produção das matérias relacionadas ao desmatamento na Amazônia, muitas vezes, deixando de lado a pluralidade de informação. Da mesma forma, evidenciou-se a escassez de referências a soluções para prevenir o desmatamento, assim como a temas relativos à governança e ao desenvolvimento da região amazônica.

Confira aqui esses dados e muito mais nas análises de mídia mensais e avalie a evolução da cobertura jornalística sobre o desmatamento na Amazônia no primeiro semestre de 2015.

Fonte: Adital

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