Empresa sobe Monte Roraima, de Império, e usa lições de escalada no negócio

monteroraima

O montanhismo tem o que ensinar aos donos de negócios. Pelo menos é o que mostra a experiência da empresária Adriana Gribel, 51, vice-presidente da Tenco Shopping Centers, empresa familiar de construção e administração de shoppings, sediada em Belo Horizonte (MG). Ela já escalou os oito montes mais altos do Brasil e alguns dos mais altos do mundo, como o Kilimanjaro e o Aconcágua.

“O maior ensinamento é que as dificuldades são suportáveis e transponíveis quando temos alguém ao nosso lado disposto a nos ajudar”, diz.

O hobby, que é compartilhado com o marido, o presidente da empresa, e os filhos, agora também inclui os funcionários. Em abril, a Tenco levou um grupo de 20 pessoas a uma expedição de cinco dias ao Monte Roraima, que tem 2.810 metros de altitude, o equivalente a um prédio de 1.041 andares. O destino turístico ficou famoso na novela “Império”, da TV Globo.

O grupo foi selecionado entre 72 funcionários que se inscreveram (60% do total da empresa). Os critérios levaram em conta o tempo de casa, o cargo e exames médicos. Segundo ela, o retorno dos participantes foi tão positivo que a iniciativa deve se tornar frequente. “A mudança dos participantes é visível. Eles se colocam mais no lugar do outro, veem as coisas com outro olhar”, diz.

Com mais de 20 anos de montanhismo, Adriana Gribel aponta como os ensinamentos do esporte podem ajudar na administração de empresas.

Ser colaborativo tem impacto no resultado

Para Gribel, a hierarquia perde o significado diante de desafios impostos pela natureza. Ela diz que é necessário aprender a conviver e a respeitar o próximo, além de estar disposto a ajudar quando necessário. A ideia é pensar sempre no grupo e não de maneira individualizada.

Isso vale também para o ambiente corporativo. “Trabalhar de maneira colaborativa influencia consideravelmente no resultado final. Para isso, todos devem estar flexíveis, abertos às mudanças e dispostos a contribuir de alguma forma”, afirma.

Metas precisam ser possíveis

Gribel diz que, no montanhismo e na vida, devem-se traçar metas possíveis de serem realizadas. “Não basta olhar para o horizonte e entendê-lo como algo utópico de ser alcançado. É olhar para o topo da montanha e se esforçar para chegar até lá. O mesmo vale para o empreendedorismo”, declara.

Altos e baixos são processos naturais

Altos e baixos fazem parte do montanhismo, da vida profissional e também da social, segundo a empresária. O montanhismo muda o ponto de vista do praticante conforme ele muda de posição. Faz entender que as interpretações de “alto” e “baixo” são uma questão de perspectiva, o que facilita a superação dos desafios.

Os participantes da expedição ao Monte Roraima viveram situações de desgaste físico, mudanças de clima, desconforto, mas que eram etapas necessárias para se chegar a um objetivo maior, o alto do monte. “O ideal é entender os pontos baixos e se esforçar para superá-los”, diz Gribel.

Segundo consultor, atividades envolvem riscos

O especialista em recursos humanos Ricardo Karpat diz que ações como essas ajudam a “sentir na pele” a importância da integração entre os funcionários e da confiança entre eles. “Muitas vezes, os gestores têm dificuldade em confiar tarefas a membros da equipe. Em uma situação como essa, ele tem que confiar até a sua vida. Você vê a importância destes valores sob outra perspectiva, o que é muito positivo para a equipe.”

Por outro lado, a atividade envolve riscos e a empresa deve estar preparada para minimizá-los e para se responsabilizar caso algum acidente aconteça. Ele diz também que os funcionários não devem ser obrigados a participar e precisam estar cientes dos riscos envolvidos.

Por: Larissa Coldibeli
Fonte: Universo Online

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