Pesquisadores avaliam as causas do fim da pororoca

Há quase dois anos o fenômeno da Pororoca não acontece mais no Rio Araguari, no extremo leste do estado do Amapá. O rio integra a reserva do Lago Piratuba. A manifestação natural é caracterizada por grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as do rio.

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No próximo dia 30, uma equipe de pesquisadores coordenados pela Secretaria estadual de Meio Ambiente faz uma expedição à foz do rio para colher informações que possam ajudar a entender por que o fenômeno desapareceu no Araguari.

Entre as causas apontadas para o fim da Pororoca é a criação de bubalinos. Os animais provocam a abertura de vários canais de drenagem, o que contribui para o assoreamento do rio.

A chefe da reserva, Patrícia Pinha, diz que falta controle do estado sobre a criação dos bubalinos. ” Esta responsabilidade de que a pecuária bubalina não cause uma série de impactos ambientais é de responsabilidade do estado do Amapá. E aqui no Amapá não existe nenhum tipo de autorização ambiental. Não tem licenciamento ambiental. Ela é feito sem muitos critérios. Ele tem causado vários impactos dentro da reserva, no entorno da reserva.”

Walzinto Martins, membro da Associação dos Pecuaristas do Amapá, afirma que há dois anos o rio perdeu a força e culpa a ação das hidrelétricas na região. ” O búfalo já está há mais de cem anos na região. Sempre foi criado lá. Nunca teve problema. Nos últimos dois anos atrás é que teve problema. O rio Araguari deve ter uns duzentos quilômetros de extensão ou mais. Já tinha uma barragem há quarenta anos atrás. Ano passado fizeram duas. Uma pertinho da outra. Essa barragem é que tá ocasionando isso. O que eu vejo. Eu sou pecuarista, sou da região, sou ribeirinho.”

Por: Michelle Moreira
Fonte: Rádio Agência Nacional

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