Professores e alunos indígenas protestam por melhores condições de ensino durante sessão na ALE-RR

Eles pedem melhores condições de ensino e na estrutura das escolas. Ato de grevistas ocorreu durante a sessão desta terça-feira (11)

Professores grevistas e alunos indígenas fizeram uma manifestação durante a sessão desta terça-feira (11) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Os manifestantes exigem melhores condições na estrutura das escolas e a inclusão da educação indígena no Plano Estadual de Educação. Os profissionais da educação básica pararam as atividades por tempo indeterminado pela segunda vez em 2015 na segunda-feira (10).

Trajados com roupas típicas, alunos e professores lotaram o auditório do plenário e protestaram por meio de cartazes, aplausos e vaias. Eles também foram contra ao discurso do deputado líder do governo, Brito Bezerra (PP) em defesa da Secretária da Educação, Selma Mulinari.

A vice-coordenadora da Organização dos Professores Indígenas, Iranir dos Santos, explicou que na tarde da segunda a organização se reuniu com a Comissão de Educação da Assembleia para discutir a necessidade de colocar a educação indígena no plano, e um novo encontro foi marcado para a próxima quarta-feira (12).

“Nós tivemos uma audiência ontem [10] para rever a questão do plano estadual, onde nós não fomos contemplados enquanto modalidade de educação indígena. Na nova reunião vamos retomar o assunto com os outros deputados, pois não estavam todos presentes”, disse Iranir.

Segundo o deputado George Melo (PSDC), neste novo encontro estarão os parlamentares líderes do governo e do bloco independente, o G14. A secretária de educação foi convocada a prestar esclarecimentos à ALE-RR sobre a greve na próxima quinta-feira (13).

O deputado Evangelista Siqueira (PT), vice-presidente da Comissão de Educação, disse ao G1que é importante o retorno da educação indígena ao Plano Estadual.

“Nós tivemos uma audiência ontem com os professores indígenas e eles colocaram a necessidade do retorno ao Plano Estadual de Educação das metas e as estratégias da educação indígena que são específicas. Eu fui constituído como relator da comissão e o nosso relatório é nesse sentido. Reconhecer o direito dos professores e da educação indígena diferenciada”.

Professor indígena diz que situação nas escolas é precária Educador em uma escola na comunidade São Raimundo, no município de Alto Alegra, região Noroeste de Roraima há quatro anos, o professor Erlan Alencar afirmou que a situação nas escolas está difícil.

“Nós não temos copeira, faxineira. Os professores que limpam a escola. São as pessoas da comunidade que fazem a merenda. Hoje um aluno da capital reivindica um ar condicionado dentro da sala de aula, eu concordo mas, nós professores indígenas, queremos pelo menos um ventilador dentro da nossa sala, ou melhor, dentro da nossa maloca, porque nós não temos sala. A nossa escola é uma escola muito engraçada. Não tem teto, não tem nada”, relatou.

Por: Inaê Brandão
Fonte: G1

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