Deputado pede investigação sobre denúncia Ka’apor

Deputado Sarney Filho cobra ação do governo federal e do governador Flávio Dino contra exploração ilegal de madeira em território indígena do Maranhão

Líderes Ka'apor encontram madeira ilegal dentro do território indígena durante uma operação para instalação de cameras ocultas (© Lunaé Parracho / Greenpeace)
Líderes Ka’apor encontram madeira ilegal dentro do território indígena durante uma operação para instalação de cameras ocultas (© Lunaé Parracho / Greenpeace)

Após denúncia sobre exploração ilegal de madeira na Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu, do Povo Ka’apor, o deputado Sarney Filho (PV/MA) solicitou ao Ministério da Justiça e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) que investiguem a situação.

O líder do PV fez também uma requisição ao governador do Maranhão Flávio Dino para que este apoie os órgãos responsáveis na tomada das previdências necessárias para coibir a agressão ambiental, punir os responsáveis e garantir segurança e qualidade de vida para o Povo Ka’apor.

Segundo a nota, Sarney Filho descreveu a situação dos indígenas como muito grave: “até 2014, cerca de 8% da TI já haviam sido desmatados. Isso representa mais de 40 mil hectares!”. Leia o ofício aqui na íntegra.

“Iniciativas como essa do deputado são muito importantes e nós iremos cobrar! O governo precisa coibir a invasão de madeireiros na Alto Turiaçu e demarcar todas as terras indígenas brasileiras bem como garantir sua integral e efetiva proteção”, defende Marina Lacôrte da Campanha da Amazônia.

Os Ka’apor, que habitam a TI Alto Turiaçu ao norte do estado, vêm sofrendo diversas ameaças a sua integridade física e sobrevivência por parte de madeireiros invasores da região. O Greenpeace trabalhou ao lado de lideranças indígenas, sugerindo o uso de armadilhas fotográficas e rastreadores para combater a pressão vinda da exploração ilegal de madeira.

Desde meio de 2014, o Greenpeace reiniciou seu trabalho de investigação na área de extração ilegal de madeira na Amazônia. Saiba mais sobre a campanha no site Chega de Madeira Ilegal.

Fonte: Greenpeace Brasil

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