FSC e Greenpeace debatem o papel das florestas intactas no mundo

Às vésperas do 14º Congresso Florestal Mundial, que acontece esta semana em Durban, na África do Sul, dois dos líderes ambientais mais importantes do mundo – Kim Carstensen, Diretor Geral do FSC Internacional e Kumi Naidoo, Diretor Executivo do Greenpeace Internacional – se reuniram em Amsterdã, na Holanda, para discutir a questão fundamental de salvar as últmas áreas remanescentes de florestas virgens do mundo, aquelas ainda totalmente intocadas pelo desenvolvimento moderno: as chamadas Paisagens Florestais Intactas (IFL).

“Vemos o FSC como parte da solução para salvar as florestas intactas”, disse Carstensen. “Para assegurar que elas sejam protegidas, temos que olhar para este quadro com mais abrangência e tratar essa proteção como uma “tapeçaria” de soluções, em que algumas áreas são protegidas, outras são reservadas para povos indígenas e outras são responsavelmente exploradas de acordo com os padrões do FSC. Manter os dois extremos, de certificar todas as florestas intactas para uso comercial ou aplicar rigorosamente a proteção total dessas áreas, não é viável, prático ou mesmo desejavel”, completa.

Naidoo, do Greenpeace Internacional, também explicou o conceito de tapeçaria: “Se continuarmos a tratar a proteção do ambiente e as necessidades das pessoas como questões diversas, vamos perder ambas. Somente trazendo as duas juntas, compreendendo onde elas se cruzam, e garantindo, ao mesmo tempo, um ganho para o meio ambiente e uma vitória para as pessoas, é que nós vamos seguir em frente. A luta na qual estamos engajados em um patamar macro, é se a humanidade pode encontrar uma forma de coexistir com a natureza em um relacionamento mutuamente interdependente, por séculos e séculos”, afirma.

Clique aqui para assistir online a discussão entre Carstensen e Naidoo sobre IFLs

Hoje, as florestas intactas compõem quase um quarto da cobertura florestal global, abrangendo 64 países. A moção 65, proposta pelo Greenpeace na Assembléia Geral do FSC em 2014, foi aprovada pela grande maioria dos membros e exije que o FSC desenvolva mecanismos formais para proteger as áreas florestais intactas (IFL) em seus padrões de certificação. Em 2016, o FSC estará prestes a se tornar o primeiro sistema de certificação florestal à incluir IFL nos seus padrões de manejo florestal.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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