Profissionais de saúde indígena paralisam atividades no Amapá

Protesto segue movimento nacional que pede melhorias no SUS. Cerca de 328 servidores não fizeram atendimentos nesta terça-feira (29).

Profissionais se reuniram na Casai, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)
Profissionais se reuniram na Casai, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)

Cerca de 328 servidores públicos federais da saúde indígena lotados no Amapá realizaram na manhã desta terça-feira (29) uma paralisação nas atividades. Eles cobram melhorias no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SaiSUS). A manifestação foi realizada na capital Macapá e em seis polos bases no estado.

Esta é uma adesão ao protesto nacional contra a interferência política no subsistema. Vestidos de preto, com faixas e cartazes os profissionais se reuniram na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), localizada no bairro Alvorada, na Zona Sul de Macapá. O protesto ocorre simultaneamente em 34 distritos sanitários especiais indígenas durante todo o dia.

O presidente do Sindicato dos Profissionais de Saúde Indígena do Amapá e Norte do Pará, Alison Cardoso, explica que os servidores querem a continuidade das ações e serviços de saúde nas aldeias, que estariam ameaçados de acabar pelo governo federal.

“Hoje essa situação está sendo ameaçada em âmbito nacional, porque recebemos um comunicado oficial do Ministério da Saúde ameaçando a continuidade das ações do SaiSUS e isso pode gerar uma situação de calamidade pública no SUS, onde estamos inseridos, e que hoje está ameaçada”, enfatizou.

A coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena no Amapá, Nilma Pureza explica que a categoria está preocupada com possíveis mudanças que podem ocorrer a partir de 2016 no setor do Ministério da Saúde, e que segundo os servidores, podem acarretar em substituições e afetar a realização dos atendimentos.

“Não podemos permitir que interesses sem compromisso se coloquem à frente da saúde indígena. Esse é o nosso recado porque não queremos as mudanças que estão sendo planejadas. Queremos que continuem os trabalhadores que conhecem a realidade dos povos indígenas”, ressaltou.

Os profissionais atendem na Casai, em Macapá, aproximadamente 150 indígenas, entre pacientes e acompanhantes, que também aderiram ao protesto dos servidores.

Fonte: G1

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