‘Não saio de forma nenhuma’, diz delegado de Oiapoque após ameaça

Charles Correa, titular da delegacia de Oiapoque (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Charles Correa, titular da delegacia de Oiapoque
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

‘Não saio de forma nenhuma’, diz delegado de Oiapoque após ameaça
Charles Correa diz que Polícia Federal alertou sobre plano para assassiná-lo.
Delegado atribui ameaças a traficantes que atuam na fronteira com a França.

O delegado Charles Correa, titular do município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, denuncia um suposto esquema descoberto pela Polícia Federal (PF) , e que teria como objetivo assassiná-lo, juntamente com um delegado federal. Ele falou ao G1 sobre a ameaça, que seria proveniente de quadrilhas de traficantes, como uma forma de intimidação do trabalho que realiza no combate a venda de drogas e armas no município, na divisa com a Guiana Francesa.
A denúncia referente à ameaça foi encaminhada para Justiça e também ao Ministério Público no fim do mês de agosto. Correa adianta que redobrou a própria segurança, mas não pretende sair da cidade. “Deixar o município agora seria a total falência do estado. Se um agente que está lá para combater o crime abandona o cargo, é o mesmo que abandonar essa luta contra a criminalidade. Não saio de forma nenhuma”, exaltou o delegado.

Charles Correa, que atua há quatro anos em Oiapoque, lembra que perdeu o pai, também policial, no combate a grupos de tráfico. “Meu pai morreu [no Rio de Janeiro] quando denunciou uma boca de fumo, não quero ser vítima disso”, confessa.
O crescimento do município, segundo ele, aumentou o número de bocas de fumo na cidade, que chegam a 300. Correa reforça que é cada vez maior o envolvimento de crianças e adolescentes na venda e consumo de entorpecentes que chegam ao Amapá através da fronteira com a França. O extremo Norte seria a principal entrada de drogas no estado.
”A primeira trincheira na luta contra as drogas na capital são as fronteiras. Essa repressão é uma forma de amedrontar nosso trabalho, que acontece sempre em parceria com outros órgãos. Se perdermos um agente do estado para esse tipo de criminalidade é fracassar no atendimento à Segurança Pública das pessoas. Se o agente que está ali não consegue promover a sua segurança, imagina das outras pessoas”, diz.

 

Fonte; G1 Amapá

Por: John Pacheco

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