COP 21: Pedro Taques vai cobrar ressarcimento

Governador vai colocar para os chefes de mais de 196 países que somente o Brasil tem como produzir alimentos sem afetar o meio ambiente

O governador Pedro Taques liderará missão técnica de Mato Grosso na COP-21 a ser realizada na França, nos arredores de Paris, onde 196 países de todo o Mundo debaterão entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, entre os principais temas, mecanismos de compensação pela poluição e propostas de redução da emissão de carbono.

“Estamos concluindo estudos, mas queremos ser ressarcidos diante da realidade mundial de que além de Mato Grosso ser um dos maiores produtores de alimentos do planeta também é responsável pela alta produção de crédito de carbono que combate as alterações climáticas, tão prejudiciais para todos”, disse.

O governador espera convencer instituições financeiras e países em aplicar dinheiro no Estado para alavancar ainda mais a produção de alimentos na mesma proporção que mantém intacto mais de 64% de seu território que contempla três ecossistemas, a amazônia, o pantanal e o cerrado.

Entre as estratégias de Pedro Taques está a retomada de um empréstimo, o BID-Pantanal, da ordem de U$S 300 milhões deixados pelo ex-governador Dante de Oliveira (PSDB) que não teve tempo hábil em retirar a mesma do papel.

Nas administrações seguintes a oscilação do dólar e as dificuldades impediram a contratação do referido empréstimo que poderá se tornar realidade agora e consolidar políticas importantes como a questão do saneamento básico nos municípios que estão ao longo das bacias de diversos rios e lagoas no entorno do Pantanal Mato-grossense.

Algumas posições a serem levadas à COP 21 defendem a ampliação da prática do “poluidor pagador”. Como forma de compensação à alta contaminação atmosférica, países desenvolvidos defendem o REED+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). A proposta é manter um mercado de carbono, no qual um país que polui além dos acordos globais pode “comprar” a baixa emissão de outro. Uma espécie de transferência de responsabilidade comprada.

Esse compromisso é estipulado pelo mecanismo INDC (Contribuições Intencionais Nacionalmente Determinadas – sigla em inglês). Ou seja, propostas feitas pelos próprios países que estipula o quanto, como e quando pretendem reduzir as suas emissões de carbono.

Em sua proposta de contribuições, o Brasil prometeu reduzir em 37% a sua emissão de carbono até 2025 e 43% até 2030 em relação a 2005. Já a China, segundo estimativas ocidentais, aumentará sua produção de poluentes atmosféricos mais até 2030, quando só então se propõe a diminuir entre 60 e 65% a sua emissão de carbono também em relação a 2005.

“Quem tem as melhores condições de preservar o meio ambiente mantendo sua alta rotatividade na produção de alimentos é o Brasil e seus Estados, sendo que para isto precisamos investir em infraestrutura e em regras mais claras para atender a demanda existente”, ponderou o governador Pedro Taques.

O Executivo de Mato Grosso assegurou que o Estado está pronto para receber pesados investimentos que atendam a necessidade de melhorar a produção ao mesmo tempo em que preserva e gera créditos de carbono para combater o desequilíbrio no clima mundial.

Por: Marcos Lemos
Fonte: Diário de Cuiabá

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