COP21: Putin pede acordo vinculativo que continue Quioto

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O presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje (30) que está disposto a chegar a um acordo que limite o aumento da temperatura média global, que seja a continuação do protocolo de Quioto e “juridicamente vinculativo”.

Em seu discurso, na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), que decorre até 11 de dezembro em Paris, Vladimir Putin insistiu que devem ser respeitados os princípios acordados nas cúpulas do clima anteriores e defendeu “um acordo juridicamente vinculativo, mas que permita o desenvolvimento econômico”. “Graças aos nossos esforços coletivos, acredito que chegaremos a um novo acordo, que venha na continuação do protocolo de Quioto.”

O presidente russo disse que seu país foi “um dos primeiros países do mundo” a reduzir as emissões de gases com efeito estufa, por meio de programas de eficiência energética e de conservação do ambiente.

Segundo números russos, a redução de emissões atingiu 70% entre 1990 e 2013, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia duplicou. Devido a estes esforços, a Rússia evitou a emissão de 40 mil toneladas de dióxido de carbono, o que significa atrasar em “um ano” o aquecimento global. “É a prova de que podemos prestar atenção ao nosso crescimento econômico e nos preocuparmos com o ambiente”, afirmou Putin.

A COP21, que começou hoje e vai até 11 de dezembro, reúne em Paris representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centígrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.

Até agora, mais de 170 países já apresentaram contribuições para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta. Entre os assuntos pendentes, estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos países maiores emissores, serão aspectos mais difíceis de resolver.

Fonte: Agência Lusa
Edição: Maria Claudia

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