Governo do Amazonas cria comitê para monitorar casos de microcefalia no estado

A Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas criou um comitê para monitorar e prevenir os casos de microcefalia no estado. A doença, uma malformação no cérebro do bebê ainda na fase uterina é causada pelo contágio da mãe com o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da febre chikungunya. A relação entre o vírus Zika e a doença foi confirmada pelo Ministério da Saúde no último dia 28.

A primeira reunião do grupo ocorreu nessa segunda-feira, quando foi definida uma agenda de trabalho com reuniões semanais. A programação inclui a capacitação de profissionais da rede de saúde – da capital e do interior do estado – para o manejo clínico de pacientes que venham a apresentar sintomas da infecção pelo vírus Zika.

O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, disse que considera importante que a população seja bem orientada para que haja um reforço no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. “As grávidas também devem fazer o pré-natal de forma correta, buscando acompanhamento médico desde o primeiro mês da gestação”, afirmou.

Pedro Elias informou que, até o momento, há apenas um caso de vírus Zika confirmado no Amazonas. “Não está caracterizada, ainda, a circulação do vírus Zika no estado. Mas há toda uma conjuntura que exige que estejamos em alerta e preparados para enfrentar o aumento do número de casos desta infecção”, disse, em matéria divulgada no site do governo do Amazonas.

O estado registra uma média de 3 a 5 casos por ano de microcefalia. Em 2015, já foram três, sem associação com o vírus Zika.

A preocupação com a microcefalia surgiu após o aumento de casos da doença no Nordeste.

Por: Bianca Paiva
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Maria Claudia

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.