Municípios do Amazonas debatem reforma na base nacional comum de ensino

O dia D de debates sobre a reformulação da Base Nacional Comum Curricular mobilizou, nesta quarta-feira (02), 583 escolas públicas estaduais do Amazonas, em 62 municípios. As mudanças serão feitas para garantir um conteúdo mínimo comum para todos os alunos da educação básica do país – da educação infantil ao ensino médio – nas áreas de linguagem, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Em Manaus, os trabalhos foram apresentados pelo secretário de Estado de Educação, Rossiele Soares da Silva, na escola estadual de tempo integral Roxana Bonessi. Ele falou da importância e urgência da discussão coletiva para contribuir com a construção da base, destacando aspectos que podem ser aperfeiçoados.

“O primeiro grande aspecto é o seguinte: você tem um aluno aqui de Manaus, e um aluno lá de Borba. O dia em que esse aluno, lá de Borba, for transferido para cá, ou de outro estado para Manaus, você tem um desnivelamento no conteúdo que uma escola ensina e que a outra ensina. O aluno pode chegar aqui no primeiro ano. Lá no Rio de Janeiro, ele aprendeu um assunto que, aqui, só vai ser ensinado no segundo. Então, ele vai ver de novo. E se o aluno do Amazonas for pra lá, ele fez o primeiro aqui, e não fez lá”, afirmou.

Para a professora Maria do Socorro Araújo, o debate traz a oportunidade de definir um conteúdo que seja acessível a todos os alunos do país. ” Esse momento dá a oportunidade de melhorar a questão de justiça social. Porque, quando se trata dessa questão, estamos pensando em rever o que está aí. Porque, às vezes, os ensinos são diferentes. Uns brasileiros de uma região aprendem coisas que outros não aprendem. É a desigualdade de região. Então, isso [a reforma na base curricular] vem discutir o que todos os brasileirinhos tem direito de aprender”.

O discussão sobre a reformulação do currículo escolar deve mobilizar nesta semana 30 mil profissionais da educação no Amazonas. Os pais dos alunos também poderão participar e contribuir com o trabalho.

Daniele Arruda tem um filho de oito anos que cursa o 2° ano na Escola Roxana Bonessi. Ela aprovou a iniciativa. ”É muito importante, porque vamos ter a base do que eles vão estudar, para a escola crescer junto com a comunidade”.

A Base Nacional Comum Curricular faz parte das metas definidas pelo Plano Nacional de Educação e deve determinar os conhecimentos e habilidades essenciais que todos os estudantes têm o direito de aprender em cada ano da educação básica. Depois de aprovada, todas as escolas deverão seguir o que for estabelecido. A população também pode contribuir acessando o portal basenacionalcomum.mec.gov.br.

Por: Bianca Paiva
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Maria Claudia

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