Operação combate grilagem de terras na Amazônia

Polícia Federal cumpre mandados de prisão de suspeitos de participar de esquema criminoso de desmatamento no ParáMarcelo Camargo/Agência Brasil

Uma operação da Polícia Federal (PF) em Roraima desarticulou um esquema de grilagem de terras na Amazônia. Segundo o delegado da PF, Alan Robson, médicos, engenheiros e grandes empresários da alta sociedade roraimense estão envolvidos no esquema, que também inclui ex-gestores do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima).

As identidades dos envolvidos não foram reveladas pela Polícia Federal. De acordo com Alan Robson, um total de 79 mandados de busca e apreensão e 79 de condução coercitiva foram expedidos para serem cumpridos em Roraima, São Paulo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.

Durante o cumprimento dos mandados em Boa Vista, os policiais federais também realizaram prisões em flagrante por invasão de terras e porte ilegal de armas. O número de presos em flagrante não foi divulgado.

Ainda segundo o delegado, as terras tituladas de forma ilegal ficam em regiões de difícil acesso, o que reforça a tese de que elas também poderiam ser usadas para a emissão de documentos de origem florestal. Mais de 400 processos de titulação do Iteraima foram fiscalizados pela Polícia Federal.

Alan Robson disse que todas as pessoas conduzidas à Polícia Federal deverão responder pela prática de crime ambiental e falsificação de documentos. “Essas são, muitas vezes, utilizadas para a emissão fraudulenta de documentos de origem florestal, que fundamenta o desmatamento na Amazônia através de esquemas fraudulentos com o uso dessa terra conseguida no órgão fundiário”, destacou.

Em nota, a assessoria do governo esclareceu que o Executivo tem contribuído com a Justiça para que os fatos sejam apurados e que os responsáveis sejam punidos na forma da lei. Após o cumprimento de todos os mandados e da análise das provas apreendidas, a Polícia Federal dará encaminhamento ao relatório, que tem prazo inicial de 60 dias para ficar pronto e, posteriormente, dará as providências cabíveis.

Fonte: Repórter Amazônia/EBC

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