Basa anuncia que tem R$ 179 mi para investir em Roraima este ano

Banco afirma que entraves para liberação de recursos estão nas questões ambientais, regularização fundiária e assistência técnica

O presidente do Banco da Amazônia S.A (Basa), Marivaldo Melo, informou que a instituição bancária tem R$ 179 milhões de linha de crédito para serem investidos nas áreas de produção, turismo, comércio, pecuária, grãos, plantio de dendê, de palma forrageira, fruticultura, produção de mel e piscicultura entre outras. A afirmação foi feita durante a reunião do Grupo de Gestão Integrada para o Desenvolvimento Regional Sustentável, formado pelo governo, bancos e empreendedores, realizada na manhã de ontem (26), no Palácio Senador Hélio Campos.

Ele informou que o banco tem a missão de promover o desenvolvimento regional, principalmente através do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), que é constituído de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Quanto à baixa aplicação dos recursos destinados anualmente ao Estado, Melo afirmou que está atrelada diretamente a questões ambientais, regularização fundiária, assistência técnica, dentre outras, mas que o banco está disposto a solucionar as questões e fechar contratos de fomento no Estado.

“Isso tem nos preocupado e motivou nossa vinda em janeiro deste ano e agora estamos retornando com nosso plano de aplicação para 2016 e tentarmos resolver os gargalos em conjunto com o Estado e a classe produtiva. E estamos fazendo esse esforço junto ao Governo do Estado, Prefeitura e entidades de classes e produtores porque o banco por si só não consegue aplicar o recurso, e isso motivou essa reunião de hoje para criar um grupo gestor integrado para que os gargalos sejam solucionados”, frisou.

Ele ressaltou que, por se tratar de recursos públicos, tem que ser tratado com seriedade e seguir as exigências da lei. “Algumas pessoas acham que é muita burocracia para se conseguir o empréstimo, mas não temos como fazer o empréstimo se a pessoa apresenta um projeto de uma certa atividade que precisa de um licenciamento ambiental e não apresenta esse licenciamento, por exemplo. Isso é ilegal e não tem como fazer o empréstimo. Mas estamos dispostos a tentar solucionar os problemas e fomentar o Estado em mais de R$ 179 milhões este ano em uma vasta linha de crédito”, frisou.

Por: Ribamar Rocha
Fonte: Folha de São Paulo

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