Dois municípios do Amazonas lideram ranking dos que mais desmataram no mês de janeiro

Além deles Manaus, Presidente Figueiredo e Lábrea ajudaram a colocar o Estado no topo do ranking do deflorestamento

Os municípios de Careiro e Novo Aripuanã são apontadas como os que mais desmataram no mês de janeiro, no Amazonas. Careiro lidera a lista com uma área de 6,3 quilômetros quadrados, seguida de Novo Aripuanã com 5 quilômetros quadrados de território desmatados.

O dado foi divulgado no boletim do desmatamento da Amazônia Legal de janeiro de 2016, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) que traz a cidade de Manaus na quarta colocação, Presidente Figueiredo em sexto e o município de Lábrea fecha a lista na 10° posição, com 1,5 quilômetro quadrado desmatado em janeiro. Além dos municípios do Amazonas, aparecem no ranking do desmatamento: Caracaraí (3°), Caroebe (5°) e Cantá (9°), em Roraima; Machadinho D’Oeste (7°), em Rondônia; e Gaúcha do Norte (8°), no Mato Grosso .

De acordo com o pesquisador do Imazon, Antônio Fonseca, as florestas degradadas na região somaram em janeiro nove quilômetros quadrados. “Esse comparativo é em relação a janeiro de 2015, quando houve uma redução de 98% da degradação florestal, com 389 quilômetros quadrados”, disse. O documento também revela que o desmatamento se concentrou no Amaz onas com 45%, seguido de Roraima, com 25%, e Rondônia (21%). Mato Grosso aparece na lista dos Estados com menores ocorrências, tendo 5%, o Acre e o Pará fecharam com 2% cada.

Para o pesquisador, além da questão climática, outros fatores influenciaram para que o Amazonas figure em primeiro lugar. “Só no Amazonas foram detectados quatro focos grandes de queimadas ao longo da BR 319, onde muitas vezes são provocadas por proprietários para expansão do plantio ou mesmo da própria área”. Explica Fonseca. “Os municípios do Amazonas que concentraram o maior indice de desmatamento são por razão de localização. O Careiro fica próximo a rodovia, além de sofrer com a expansão da cidade de Manaus, já Novo Aripuanã está perto de locais que possuem históricos de queimadas, como Rondônia e Mato Grosso”.

Focos de queimadas

Também no mês de janeiro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou aproximadamente 760 focos de incêndio em todo o Amazonas, contra 35 focos no ano anterior. Conforme informações do tenente Janderson Lopes, responsável pela comunicação do Corpo de Bombeiros, todos os focos de incêndio em algumas áreas, como Barcelos e Roraima foram controlados pelas equipes. “Já atuamos em Barcelos e também na região do rio Jauaperi, fronteira com Roraima, onde haviam focos de incêndio preocupante para a corporação, mas todos foram controlados e no mês de fevereiro, ainda não foram detectados novos focos”, conta.

Estiagem longa

De acordo com Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a deficiência de chuvas deve-se ao evento El Niño, que altera a condição de circulação na atmosfera provocando grandes áreas de subsidência (ventos descendentes na atmosfera) dificultando a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas.

Por: Hellen Miranda
Fonte: A Crítica

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