Estudo avalia plantas de pastagens para reduzir desmatamento na Amazônia

O estudo deve ser concluído em 2018 e beneficiará, ainda, os produtores rurais com o incremento da exploração silvícola e a produção animal

Integrar espécies de plantas de pastagens junto às mudas de pau rosa para contribuir com a redução do desmatamento na Amazônia. Esse é o objetivo da pesquisa de Emanuel Orestes da Silveira. O estudo, que recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), deve ser concluído em 2018 e beneficiará, ainda, os produtores rurais com o incremento da exploração silvícola e a produção animal.

A ideia é encontrar alternativas que resultem um sistema mais sustentável e que melhore a renda produtores locais. “O foco deste trabalho é integrar em uma mesma área espécies de plantas de pastagens melhoradas juntamente ao sistema arbóreo para que se incremente em uma mesma área a exploração silvícola e a produção animal, mitigando desta forma a abertura de novas áreas para as pastagens no Amazonas. A iniciativa deve melhorar as áreas de pastagens degradadas e dará uma alternativa a mais de renda ao produtor ao se estabelecer uma espécie arbórea nativa da região em um sistema mais sustentável”, disse Silveira.

Desenvolvimento

O estudo é desenvolvido em dois ambientes. A parte de campo está sendo estabelecida em duas pequenas propriedades rurais do Médio Amazonas. Segundo o pesquisador, a ideia é demonstrar a viabilidade do estudo ao pequeno produtor. Já a parte da extração da essência será realizada nas instalações da Ufam, em Manaus. “Ao incrementar a renda do produtor através da diversificação da produção, estaremos minimizando as perdas de solo através de erosão, diminuindo os custos de abertura de novas áreas para as pastagens e aumentando a produção animal individual e por área através do aumento da disponibilidade de forragem”, disse Emanuel.

De acordo com o pesquisador, apesar dos processos serem conhecidos, atualmente eles não são aplicados, de maneira prática, junto aos produtores. “A partir do momento que se vislumbrar a real importância destes processos o Estado receberá o benefício de uma produção agrossilvipastoril sustentável, caracterizando desta forma o Amazonas com a sua vocação florestal e mostrando à sociedade que existe um caminho que pode ser trilhado”, disse o pesquisador.

Fonte: Portal Amazônia

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