Licença para obra na BR-319 traz ânimo para Polo Industrial de Manaus

O frete que atualmente acontece entre 25 e 30 dias poderá acontecer em no máximo dez dias.  O desembargo pode acontecer na próxima semana

A possibilidade quanto à conclusão das obras de recuperação da BR-319, ainda neste semestre, gera boas expectativas aos empresários do Polo Industrial de Manaus (PIM). Em um período em que os problemas econômicos afetam a venda e a produção no parque fabril, a conclusão da rodovia representa a esperança de uma maior competitividade dos produtos locais a partir da redução no tempo de transporte.

O frete que atualmente acontece entre 25 e 30 dias poderá acontecer em no máximo dez dias. O desembargo pode acontecer na próxima semana, caso haja a liberação da licença ambiental por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), trabalho viabilizado por uma articulação do governo do Estado.

Segundo o deputado Orlando Cidade (PTN), a superintendência do Ibama no Amazonas deverá emitir a licença ambiental que permite a conclusão das obras da rodovia nos próximos dias. Ele afirma que há possibilidades de o documento ser expedido ainda nesta semana ou no máximo até os próximos sete dias.

O parlamentar explica que a informação foi repassada pelo governador José Melo, que entrou em contato com a presidência do Ibama de Brasília (DF) para solicitar ajuda quanto à emissão do licenciamento direcionado aos trabalhos do chamado ‘trecho do meio’ compreendido entre a extensão dos quilômetros 250 e 655 da estrada. “O governador informou que o superintendente do Ibama do Amazonas emitirá a licença nos próximos dias. Após essa liberação acredito que devido ao período de chuvas, as obras sejam concluídas em no máximo 90 dias. Recentemente fiz o percurso entre Manaus e Mato Grosso e verifiquei que estrada está trafegável. Porém, 61 pontes precisam ser concluídas, o que facilitará o trajeto”, disse o deputado. “Também observei que as madeiras que serão utilizadas para a reconstrução das pontes estão espalhadas ao longo da rodovia aguardando a liberação para que as construtoras comecem os trabalhos”, completou.

Na avaliação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a possibilidade de término das obras do ‘trecho do meio’ nos próximos meses representa a esperança de melhorias na logística do transporte de produtos que chegam ou que saem de Manaus. Ele relata que atualmente tanto as cargas que levam produtos do PIM aos demais Estados do país, quanto as cargas recebidas na cidade concluem o percurso em uma média de 25 a 30 dias de viagem.

Com a conclusão da rodovia esse percurso terá tempo reduzido para no máximo dez dias, segundo ele. “A conclusão da BR-319 será uma alternativa a mais para o escoamento de produtos industriais e o recebimento de insumos em Manaus. Desta forma, estaremos integrados por via terrestre ao território nacional. A rodovia ainda contribuirá com o desenvolvimentodo t urismo em nossa região”, avaliou o empresário.

De acordo com Azevedo, o escoamento de produtos por meio terrestre ainda tornará os produtos do PIM mais competitivos por conta da redução no tempo de transporte. “Conseguiremos atender aos clientes em um menor tempo. Não haverá demora para o fornecimento dos produtos”, disse.

Para Azevedo, outro fator positivo que se torna contribuinte no quesito transporte rodoviário é a infraestrutura apresentada pelo Terminal Hidroviário da Travessia Manaus/Careiro da Várzea. Ele considera que as balsas, as instalações, assim como a mão de obra disponível no porto atenderá aos trabalhos demandados pelas fabricantes. “A estrutura com certeza atenderá tranquilamente. As balsas deverão operar com base em programações, planejamentos”.

A reportagem tentou contato com o Ibama de Brasília para confirmar a informação quanto a emissão da licença ambiental nos próximos dias, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

Por: Priscila Caldas
Fonte: Jornal do Commercio

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