Após chuvas, focos voltam com intensidade

Na semana passada, foram registrados mais de 300 focos de incêndio em todo o Estado, exigindo ação imediata das autoridades

Depois de chegar a zero com as chuvas que caíram em boa parte do Estado durante o período de Carnaval, em fevereiro, os focos de incêndios voltaram em maior proporção nas últimas semanas, conforme a Folha já havia alertado. Segundo o coronel Francisco José Maia Fidelis, subcomandante do Corpo de Bombeiros e coordenador da Operação Estiagem no Estado, foram registrados mais de 300 focos na última semana.

“Temos por experiência que os focos de incêndios retomam facilmente depois que as chuvas passam. Em uma semana os focos passaram de 300 para zero no Carnaval. E agora voltaram com mais intensidade e já passam de 300, retomando a situação anterior muito rapidamente”, disse.

Entre as regiões mais afetadas no Estado, ele citou o Arco do Fogo, onde se situam os municípios de Amajari (Trairão), no Norte, Alto Alegre (Samauma e Campos Novos), a Centro-Oeste, e Caroebe, a Sudeste.

Atualmente, entre militares e brigadistas, bombeiros do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, Exército e PrevFogo, são mais de 360 pessoas no efetivo de combate a incêndio. “Parece muita gente, mas o Estado é muito extenso e as localidades distantes. Se a base não for próxima ao local, a resposta pode não ser tão rápida, em especial no Arco do Fogo”, disse.

Ele informou que já chegaram 60 militares bombeiros de outros estados, sendo 40 do Distrito Federal e 20 do Rio de Janeiro. Um ofício está sendo enviado para a Defesa Civil Nacional solicitando o envio de mais 50 militares equipados para ajudar no combate ao fogo. “É uma solicitação para reforçar nossas equipes e, paralelo a isso, estamos contratando pelo menos 110 brigadistas, desde janeiro, dos 150 que se inscreveram. Mas alguns não conseguiram passar nos exames físicos. Estes brigadistas devem estar prontos para atuar já a partir desta segunda-feira”, frisou.

Roraima ainda aguarda liberação de recurso federal para estiagem

Quanto aos recursos solicitados pelo Governo do Estado, aproximadamente R$ 50 milhões, para ajudar no combate à estiagem no Estado, o coronel Fidelis informou que os processos ainda estão em análise na Defesa Civil Nacional. Deste montante, apenas R$ 358 mil devem ser liberados inicialmente.

“Houve o reconhecimento do Decreto de Situação de Emergência pela União e, depois disso, analisa a documentação e verifica o que vai ser disponibilizado inicialmente. Neste momento, o que está mais próximo de ser liberado é o recurso destinado à distribuição de água, no valor de R$ 358 mil, além das cestas básicas que já estão sendo distribuídas e da disponibilidade de militares e do Exército no combate aos incêndios”, disse. “Todo recurso que está sendo empregado nas ações emergenciais, com exceção das cestas básicas, está sendo custeado pelo Governo do Estado”.

Por: Ribamar Rocha
Fonte: Folha de São Paulo

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