Camponesas denunciam repressão violenta da PM em protesto no Pará

Comissão do MST pedirá providências à Secretaria de Segurança Pública.Grupo de mulheres bloqueou acesso às minas de Serra dos Carajás, no PA.

Um grupo de camponesas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) denunciou nesta sexta-feira (11), em Belém, a repressão violenta da Polícia Militar de Parauapebas, no sudoeste do Pará, durante um protesto que impediu o acesso de trabalhadores de uma mineradora às minas de Serra dos Carajás na última terça-feira (8). O G1 entrou em contato com a assessoria da PM e aguarda posicionamento.

Segundo as manifestantes, o protesto era realizado de forma pacífica contra os crimes ambientais cometidos pela Vale no estado do Pará e mais recentemente na cidade mineira de Mariana. Um caminhão com lama foi posicionado em frente à portaria da mineradora e parte dela chegou a ser despejada, quando uma equipe da PM chegou ao local e usou bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha para dispersar a multidão. (Veja o vídeo)

Três manifestantes foram detidas e o veículo foi apreendido. Em nota, a Vale declarou que respeita e valoriza o direito constitucional de livre manifestação pacífica.

Está evidente que a Polícia Militar agiu de maneira excessiva, desmedida, diante de uma manifestação pacífica de mulheres. Várias pessoas ficaram feridas e houve detenções. Isso abre um precedente perigoso e o Estado precisa resguardar o direito à livre manifestação; é o que vamos cobrar das autoridades , afirmou o coordenador do MST no Pará, Ulisses Manaças, em coletiva realiza no prédio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na capital.

De acordo com Manaças, uma comissão formada pelas mulheres do Movimento será recebida na tarde desta sexta pelo titular da Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP), Janot Jansen, e pelo chefe da Casa Civil do Governo do Pará, quando a denúncia feita acerca da ação da PM – classificada como violenta e com abuso de autoridade – será formalizada e com pedido de responsabilização da Polícia Militar pelos atos contra as manifestantes.

Fonte: G1

Deixe um comentário