Incêndios alcançam Parque Nacional do Viruá e ameaçam Serra da Mocidade

Fogo deve chegar, entre hoje e amanhã, à Serra da Mocidade, área de conservação em Caracaraí, segundo ICMBio O incêndio que atinge o Parque Nacional do Viruá, em Caracaraí, na porção central do Estado de Roraima, está a 5 quilômetros de distância de alcançar a área florestal da Serra da Mocidade, também área de conservação do município. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável por administrar as unidades de conservação no Estado, o fogo deve chegar à serra entre hoje e amanhã.

A situação preocupante de Roraima agravada pela seca motivou a visita do Coordenador Nacional de Emergência Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cristian Berlinck, à Roraima para traçar estratégias de combate ao fogo. Para dar melhor explicação, ele também esteve no Agenda da Semana deste domingo, 13, transmitido pela Rádio Folha AM 1020.

Berlinck ressaltou que as equipes o ICMBio, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e órgãos de Estado, como a Defesa Civil, estão trabalhando no controle da situação. “Ao todo, temos cerca de 400 homens trabalhando no enfrentamento ao fogo, mas eles ainda não são suficientes”, frisou. Berlinck destacou que o homem tem avançado nas fronteiras das áreas de conservação e que isso tem sido o principal fator para o descontrole das queimadas.

“Esse avanço tem acontecido de leste para oeste e ido cada vez mais próximos das unidades de conservação. O que a gente tem visto no Estado são grandes incêndios em áreas florestais por dois motivos: o primeiro, pela agricultura sem controle ou instrução alguma; e o segundo, por invasões, pessoas que querem ocupar determinadas áreas e tocam fogo, mas acabam perdendo o controle”, disse, reforçando que desde o início do ano estão suspensas as queimadas no Estado.

O coordenador do ICMBio considerou complexa as motivações das queimadas em Roraima. “Essa questão dos incêndios florestais não é simples. Ela envolve não só questões ambientais (como perda de biodiversidade), como também questões de saúde, econômicas e políticas. Por isso é tão difícil controlar”, disse Berlinck.

Para ele, é preciso extinguir as queimadas. “O agricultor de verdade, mesmo que seja pequeno, sabe que existem muitas outras tecnologias capazes de limpar a terra sem ter a necessidade de queimar. É preciso que as pessoas criem a consciência do quão prejudicial é para todo mundo. Morre o ecossistema, nossos impostos são gastos para pagar algo que poderia ser evitado, machuca pessoas e afeta tempo de trabalho, entre tantas outras coisas que poderiam ser evitadas com um pouco mais de responsabilidade”, avaliou Berlinck.

Fonte: Folha de Boa Vista

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