Indígenas liberam trabalhadores de Belo Monte retidos em aldeia

Quatro pessoas contratadas pela Norte Energia, empresa responsável pela construção da Usina de Belo Monte (PA), foram liberadas de uma aldeia indígena na Região de Curuaia, próximo ao Rio Curuá.

Segundo a Funai, dois fiscais de obra, um agente de segurança de trabalho e o piloto de uma aeronave, todos contratados pela companhia, que estavam impedidos de sair da Aldeia Curuatxé desde o dia 10 de março, foram liberados na manhã de hoje.

Eles estavam na aldeia para inspecionar obras realizadas pela Norte Energia como compensação ambiental pela construção da usina. Os nomes não foram informados. Eles serão levados para Altamira (PA) onde devem chegar nesta quinta-feira (17).

De acordo com a Funai, a liberação ocorreu “após a Norte Energia negociar a reconstrução de um novo poço artesiano e a reforma das casas dos indígenas. Um caminhão com madeira e outros materiais de construção já seguiu para área assim como uma balsa com equipamentos para a perfuração de um novo poço”.

Para obter a licença ambiental, a Norte Energia foi obrigada a implantar um conjunto de melhorias nas áreas indígenas que seriam afetadas pela construção da hidrelétrica. Entre melhorias nas cidades e nas áreas indígenas, os gastos estimados seriam de R$ 4 bilhões.

Mas o programa indígena sofreu muitas críticas por pagar mesada aos chefes indígenas, causando desagregação nas aldeias. Chamado de Plano Emergencial, ele vigorou até 2012, e algumas aldeias chegaram a receber R$ 30 mil mensais em produtos, entre eles picapes, televisões, entre outros.

Por: Dimmi Amora
Fonte: Folha de São Paulo

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