Inpa estuda plano de Sistemas Agroflorestais para produtores do Parque Mapinguari, em Rondônia

A unidade de conservação enfrenta problemas com a extração de castanha por moradores que vivem no entorno do parque

O Núcleo de Apoio à Pesquisa em Rondônia (Napro) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) estuda implantar um plano de Sistemas Agroflorestais (Safs) para os produtores que moram no entorno do Parque Nacional (Parna) Mapinguari, localizado na fronteira do estado de Rondônia com o Amazonas. O objetivo é gerar renda às comunidades que se dedicam à exploração da castanha (Bertholletia excelsa) com o plantio de outras espécies frutíferas.

O Parque Nacional Mapinguari enfrenta problemas com a extração de castanha por moradores que vivem no entorno. Como o extrativismo não é permitido nessa categoria de unidade de conservação, os gestores do Parque buscam ações alternativas para beneficiar com a geração de renda aqueles produtores.

Criado em 2008, o Parna Mapinguari é uma unidade de conservação sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Estende-se numa área de 1.776.914 hectares, que abrange desde o município de Porto Velho, em Rondônia, até Lábrea e Canutama, no Amazonas.

De acordo com técnico do Napro, o doutor em Ciências Biológicas (Botânica) Raimundo Cajueiro Leandro, os Sistemas Agroflorestais (Safs) são pesquisados, há mais de 20 anos, pelo Inpa de Rondônia. “Essa experiência credencia o grupo do Napro a assumir o compromisso de elaborar os Sistemas Agroflorestais junto ao ICMBio”, diz.

Os Sistemas Agrolorestais podem ser entendidos como formas de uso e manejo da terra, nas quais árvores ou arbustos são utilizados em conjunto com a agricultura e/ou com animais numa mesma área simultânea ou numa sequência de tempo.

Além do Parna Mapinguari, os gestores dos Parques Nacionais dos Campos Amazônicos (localizado entre os estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso) e da Serra da Cutia (no estado de Rondônia) estão no início das tratativas com o Inpa para formar parceria com os programas de pós-graduação do Instituto com o objetivo de desenvolver pesquisas no interior dessas unidades de conservação.

Fonte: INPA

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