Ufopa e Unicamp estudam plantas da Amazônia para criação de repelentes

Projeto visa criação de banco de extratos naturais para combate a insetos. Cerca de 50 plantas de Santarém e região devem ser analisadas.

Cerca de 50 espécies de plantas amazônicas serão analisadas por alunos da Ufopa (Foto: Reprodução/ TV Tapajós)
Cerca de 50 espécies de plantas amazônicas serão analisadas por alunos da Ufopa (Foto: Reprodução/ TV Tapajós)

Estudantes e professores do Laboratório Pesquisa & Desenvolvimento de Produtos Naturais Bioativos (P&DBio) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) estão colaborando com o projeto Pesquisa e Desenvolvimento de Novas Drogas Antivirais contra o Aedes aegypti, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A finalidade do projeto é desenvolver um protótipo de repelente que combata o mosquito transmissor das doenças: dengue, zika e chikungunya, além de indicar composições para medicamentos antivirais à base de produtos naturais. O projeto visa a criação de um banco de extratos naturais para a pesquisa de controle de insetos.

De acordo com o coordenador do projeto em Santarém, professor de química, Lauro Barata, o objetivo da Ufopa neste projeto é buscar desenvolver processos e produtos de maneira sustentada a partir da biodiversidade amazônica usando extratos e óleos essenciais. Cerca de 50 plantas das regiões de savanas, florestas e áreas ocupadas próximas a Santarém devem ser analisadas. Algumas dessas plantas já são utilizadas pela população, como a andiroba, mas agora serão testadas cientificamente para ver se no laboratório elas reagem e são ativas no controle de insetos.

Depois da coleta de amostras, as plantas passam pelas fases de lavagem, secagem e são moídas para depois ser realizada a extração de óleos pelos estudantes. A extração é realizada por vários meios dependendo da quantidade de óleos que vai ser extraída.

Os resultados das pesquisas realizadas na Ufopa serão enviados para a Unicamp. Uma das plantas que já teve resultados satisfatórios é a Priprioca – erva natural da Amazônia. “Estamos levando extratos e resíduos para serem testados contra o vírus zika. Isso é uma novidade porque tínhamos estudado apenas as espécies pau-rosa e copaíba”, explicou.

A iniciativa de criação do projeto surgiu de um grupo denominado “Força-Tarefa contra o vírus Zika” da Unicamp. A ideia é que todos os pesquisadores tenham uma Biblioteca virtual a disposição e que todas as pesquisas sejam disponibilizadas nessa plataforma virtual.

Dificuldades

Segundo Barata, algumas pesquisas já estão em fase avançada, com extratos padronizados e as substâncias identificadas.  Mas um problema enfrentado pelos colaboradores do projeto é a falta de recursos para acelerar as pesquisas.  “Se continuarmos as pesquisas apenas com recursos próprios, que são exíguos, levará muito tempo, quatro, cinco anos que é o tempo de uma tese.  Para termos resultados rápidos precisamos de recursos para equipamentos e materiais”.

Fonte: G1

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