Acompanhe a situação do comportamento dos rios na Amazônia

Zona de Convergência Intertropical traz chuvas e nebulosidades ao estado do Amazonas e menos chuva para Roraima

Barco atravessando o encontro das águas.  Foto: Chico Batata/Agecom
Barco atravessando o encontro das águas. Foto: Chico Batata/Agecom

As bacias da Amazônia passam por processos de vazante e cheia distintos. De acordo com dados do 14º Monitoramento Hidrológico da Amazônia Ocidental 2016 feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em Humaíta, o rio Madeira alcançou a cota de 21,06 metros. A maior dentre os rios da Amazônia.

Segundo o Center for Ocean Land Atmosphere Studies (Cola), as chuvas entre os dias 11 a 19 de abril 2016 sugerem a permanência da Zona de Convergência Intertropical. Na prática essa zona atua na Amazônia formando nebulosidade e muita chuva. Nos próximos períodos, deve haver aumento das chances de chuvas no leste e nordeste do estado de Roraima em relação ao período anterior.

O Rio Negro começa a entrar no seu período de cheia. O rio está atualmente em 24,71 metros, um aumento de 40% em relação as primeiras medições deste ano. O rio com a menor cota é o Branco, no Amapá, que atualmente está em 0,2 metros. Enquanto no Estado do Amazonas se espera uma quantidade superior a 50mm de chuvas, no Amapá, podem variar entre 05 e 10 mm, volumes ainda inferiores ao esperado para este período do ano.

Confira a situação do comportamento dos rios em cada bacia, de acordo com o CPRM:

Bacia do Purus – estações monitoradas em início de vazante com cotas abaixo da média para época.

Bacia do Negro – no Porto de Manaus, o rio Negro segue em processo de enchente com níveis baixos em relação aos últimos anos. Porém, nas últimas semanas o rio tem subido com declive acentuado.

Bacia do Branco – as cotas do rio Branco seguem instáveis. Na ultima semana foi registrada uma subida nos níveis, no entanto ainda insuficiente para normalização da situação.

Bacia do Solimões – em Tabatinga, o nível do rio Solimões está acima da média para época, com cota próxima à observada no mesmo período em 1999 quando ocorreu a máxima. Nas outras estações, o rio segue em processo regular de enchente.

Bacia do Amazonas – estações monitoradas em processo de enchente com níveis baixos para época.

Bacia do Madeira – em Humaitá – AM, o rio Madeira segue monitorado em pico de cheia.

Fonte: Portal Amazônia

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