Banco Mundial: desmatamento ameaça a vida de 1,3 bilhão de pessoas

Encontro nesta quinta-feira, (14) em Washington, discutiu a importância de investimento nas florestas Em debate ocorrido nesta quinta-feira em Washington, Estado Unidos, o Banco Mundial reafirmou a importância de os países combaterem o desmatamento e investirem nas florestas a fim de evitar tragédias. Atualmente, a destruição indiscriminada de florestas ameaça a vida de 1,3 bilhão de pessoas.

O encontro acontece quatro meses após a plenária da COP 21, a cúpula do clima de Paris, aprovar o primeiro acordo de extensão global para frear as emissões de gases do efeito estufa e para lidar com os impactos da mudança climática. O acordo determina que os 195 signatários tomem atitudes para que a elevação da temperatura média do planeta fique abaixo de 1,5°C.

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura participa das conferências do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional que reúnem ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir o progresso dos trabalhos das duas instituições, aspectos globais de desenvolvimento, economia e mercado.

Roberto Waack, presidente do Conselho da Amata, fez uma apresentação sobre a Coalizão Brasil – movimento multissetorial com mais de 120 integrantes engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas.

Ele abordou a importância das florestas e o engajamento dos setores florestal e agropecuário, que impulsionaram a fundação da Coalizão Brasil, em dezembro de 2014, movimento que, desde então, atua intensamente para colocar em prática no país a chamada economia de baixo carbono.

Sri Mulyani Indrawati, diretor de operações do Banco Mundial, disse que “as florestas ainda enfrentam graves ameaças”, acrescentando que, no ano passado, 5,6 milhões de hectares de florestas foram queimados na Indonésia para a produção de gasolina, “o que custou US$ 61,1 bilhões”.

O presidente do World Resources Institute, Andrew Steer, usou uma fala de Mahatma Gandhi para externar sua preocupação como o planeta e asconsequências do desmatamento. “O que estamos fazendo com com as florestas é um reflexo do que estamos fazendo com nós mesmos e uns com os outros”.

Maurico Cárdenas, ministro da Economia da Colômbia, esclareceu que seu país sofre uma destruição brutal de 300 mil hectaes por ano, principalmente causada por conflitos internos. E foi além, afirmou que o governo pretende fazer um pacto com os membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para tentar uma ação conjunta de recuperação das florestas.

Já a ministra de Relações Exteriores da Noruega, Tone Skogen, lembrou a situação de seu país sob o ponto de vista dos investidores. “Florestas são recursos-chave da economia e nesse sentido é preciso ações ambiciosas. Esse papel de doador implica que ops parceiros também precisam mostrar resultados. Não temos tempo a perder.”

Roberto Waack, presidente do Conselho da Amata, também comentou sobre a importância da parceira entre os países e, sobretudo entre os países tropicais. Waack fez uma apresentação sobre a Coalizão Brasil – movimento multissetorial com mais de 120 integrantes engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas que vem atuando intensamente para colocar em prática no país a chamada economia de baixo carbono.

Índios

Myrna Kay Cunningham Kain, do Centro Para Autonomia e Desenvolvimento dos Indígenas, lembrou o direito dos indígenas sobre a terra. “Quando se trata de floresta, estamos falando dascasa deles, do lugar onde rezam. Temos uma percepção diferente do que representam as florestas.”

Nesta sexta (15), a Coalizão Brasil participa da primeira Assembleia de Alto Nível do Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC), grupo liderado pelo Banco Mundial com participação de instituições de vários países, que visa a consolidar o caminho para os mecanismos de precificação de carbono (i deia é atribuir um preço ao carbono como forma de impulsionar uma economia mais limpa e frear o aquecimento global)

Para Roberto Waack, a participação da Coalizão nesses eventos demonstra que o engajamento nas mudanças climáticas continua a ser prioritário no Brasil. “A sociedade brasileira permanece fortemente comprometida com os desafios pós-COP 21. Entramos na fase de implementação do Acordo do Clima, que direcionará o país para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, justo e competitivo, seguindo a tendência histórica que já se delineia neste século.”

Fonte: Brasileiros

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*