Biocosméticos produzidos na Amazônia ainda estão distantes do mercado

Setor reclama da falta de liberação de patentes, de cumprir restrições fitossanitárias e a criação de uma cultura que valorize a produção local

De gigantes a micro, não é de hoje que empresas de cosméticos usam o apelo amazônico para bons negócios. Ainda assim, o segmento que encabeça algumas das principais propostas da recém-lançada Zona Franca Verde, encontra dificuldades para se firmar no mercado. Entre as instituições que têm projetos para o segmento, Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) ainda sofrem com a pouca inserção do que é pesquisado no mercado e as indefinições deste. O que se vê é que falta mais facilidade na liberação de patentes, cumprir restrições fitossanitárias e a criação de uma cultura que valorize a produção local.

Driblando algumas dificuldades, em especial a de patentes, o Inpa vem registrando algumas vitórias, como o deferimento e concessão de proteção intelectual de biocosméticos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) em fins de 2015. Os produtos (sabonete sólido, emulsão evanescente, sabonete líquido à base de óleo de pupunha e buriti e creme antioxidante à base de óleo de pupunha) foram desenvolvidos após um ano de estudo e representam o potencial do segmento e das pesquisas, explica a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa, Noélia Falcão. “As patentes concedidas refletem o potencial do Inpa e o seu avanço como uma instituição que desenvolve produtores inovadores vinculados às pesquisas na Região Norte”, afirma.

Fonte: Jornal do Commercio 

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