Exportações impulsionam polo madeireiro do Amazonas

As exportações cresceram 98,22% frente a igual período de 2015 no primeiro bimestre, porém empresas estão sendo fechadas

Na contramão da desaceleração econômica nacional, o setor madeireiro do Amazonas registrou crescimento expressivo no faturamento decorrente das exportações. Conforme os Indicadores de Desempenho da Suframa, no primeiro bimestre deste ano as comercializações estrangeiras resultaram em negócios de R$ 8,86 milhões. No mesmo período de 2015 esse montante somou R$4,47 milhões. Crescimento de 98,22%.

Contrapondo o incremento a partir das exportações, o setor enfrenta problemas no cenário local. Segundo o Sindicato das Indústrias de Madeiras Compensadas e Laminadas no Estado do Amazonas, no último ano 12 empresas instaladas na região do Alto Solimões encerraram as atividades por falta de matéria-prima e de financiamentos que viabilizem novas produções.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Madeiras Compensadas e Laminadas no Estado do Amazonas, Moysés Benarrós, relata que o polo madeireiro vivencia uma retração contínua por falta de matéria-prima e comemora os números positivos apresentados pela Suframa. Ele conta que atualmente apenas as empresas Mil Madeireira Itacoatiara Ltda., instalada no município de Itacoatiara; e Ipa (Indústria de Pisos da Amazônia Ltda.), em atividade em Iranduba, estão em atividade no Amazonas.

Benarrós informa que boa parte da madeira utilizada pelas fabricantes é proveniente da cidade de Boa Vista, no Estado de Roraima. Para Benarrós, o crescimento pode ser atribuído ao incremento nas exportações e ainda à comercialização mobiliária aos Estados do Ceará, Pernambuco e São Paulo. “Em meio aos índices negativos, esse percentual nos alegra. A matéria-prima utilizada pelas maiores empresas locais é proveniente de Boa Vista, passa pela produção no Amazonas e segue em distribuição nacional ou para exportação”, disse.

A Mil Madeireira Itacoatiara Ltda. Exporta para países europeus como Inglaterra, Holanda e Alemanha. Enquanto a Ipa exporta produtos aos Estados Unidos e ao Canadá. Segundo o presidente, embora os números apresentados pela Suframa sejam positivos, a situação do segmento é instável, o que segundo ele, é justificado pelo fechamento de 12 indústrias processadoras de madeira instaladas nos municípios de Tonantins, Santo Antônio do Içá, Amaturá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte.

Benarrós afirma que essas cidades estão em desenvolvimento e demandam matéria-prima para a construção civil e ainda para a fabricação de móveis para comercialização local. Ele ressalta a necessidade de projetos que incentivem a produção madeireira. “Muitas pessoas estão desempregadas porque as madeireiras fecharam as portas. Não há madeira para trabalhar e a dificuldade para acesso a financiamentos impede o desenvolvimento produtivo porque se não há dinheiro não tem matéria-prima e nem meios para produzir”, relatou o presidente.

Na tentativa de que as demandas do setor sejam atendidas e de que haja viabilidade para o crescimento produtivo, Benarrós conta que o governo do Estado nomeou, há duas semanas, um grupo técnico coordenado pelo titular da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Informação (Seplan-CT), Thomaz Nogueira, para investigar possibilidades para alavancar novos negócios com matérias-primas, principalmente, psiculturas e frutíferos. “O grupo está em atuação e poderá contribuir com o setor madeireiro”, disse sem detalhar o conteúdo do projeto.

Fonte: Jornal do Commercio/ Portal Amazônia

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Um comentário em “Exportações impulsionam polo madeireiro do Amazonas

  • 15 de março de 2017 em 21:38
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    boa noite meu nome e Rimundo e gostaria de esta empresa esta coprando plano de manejo aqui no Amazonaseu tenho muitos metro para negociocaso over enteresse ligue (92) 991413850

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