Inovação tecnológica é patamar para aumentar a produtividade agropecuária através do sistema ILPF

Em 2015, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária no Brasil cresceu 1,8%, em comparação a 2014, chegando a R$ 263,6 bilhões. De acordo com balanço realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a participação do setor no PIB foi de 23% em 2015, ante 21,4% em 2014.

O país é líder no ranking mundial como maior produtor de café e cana-de-açúcar, principal exportador e produtor de açúcar, líder na exportação de laranja, carne de frango e carne bovina, com previsões para se tornar o maior produtor de carne bovina em cinco anos, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Classificado como segundo maior exportador de alimentos no mundo, a previsão é que até 2019, torne-se o maior produtor mundial de alimentos, com expectativas de ampliar em até 80% a sua produção para abastecer cerca de 9,7 bilhões de pessoas, conforme dados do relatório de estudos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Embora o território brasileiro apresente todas estas características, um dos grandes obstáculos para ampliar a produtividade agropecuária é a degradação de pastagens. O solo é o “celeiro” da agricultura e da pecuária, portanto o manejo inadequado da área cultivada pode desencadear diversos fatores como: baixa produtividade na criação de gado e plantações, infertilidade e, em estágios mais severos, a desertificação.

Para recuperar o solo e estimular a produtividade com qualidade e sem agredir ao meio ambiente, alguns programas foram criados, como por exemplo: a Integração Lavoura – Pecuária – Floresta (ILPF), uma estratégia de produção agropecuária sustentável criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que visa conciliar diversos sistemas de produtividade, sejam agrícolas, pecuárias ou florestais, dentro de uma mesma área. O objetivo é produzir mais em menos espaço, reduzir o desmatamento de novas áreas com florestas nativas e diminuir a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Segundo a Embrapa, apenas 10% das pastagens brasileiras (18 milhões de hectares) adotam sistemas pastoris menos impactantes, como pousio (descanso ou repouso proporcionado às terras cultiváveis), rotações e ILP. Somente no Cerrado são 32 milhões de hectares em que a qualidade do pasto está abaixo do esperado. Dados do Rally da Pecuária (Consultoria Agroconsult), realizado em 2015, mostram também que de 50 – 80% das pastagens estão em processo de degradação.

A manutenção da fertilidade produtiva do solo é um desafio a ser superado pelos produtores rurais nos próximos anos. O objetivo principal é recuperar 15 milhões de hectares em áreas com pastagens degradadas até 2020, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), reduzindo entre 83 milhões e 104 milhões de CO², respectivamente.

Diante deste cenário, o uso de tecnologias sustentáveis que contribuem para otimizar as diversas práticas agropecuárias e ao mesmo tempo, reduzem o impacto de erosão do solo tornaram-se essenciais para aumentar a produtividade com qualidade. Foi com foco neste conceito que a Casale – com know how em tecnologia de equipamentos para pecuária no mercado – desenvolveu o Unitank(foto ao lado), o primeiro distribuidor de esterco líquido em tanque 100% galvanizado a fogo da América Latina, que proporciona maior resistência à corrosão interna e externa.

Além de trazer praticidade para os processos de adubação em pastos, pomares em formação, cafezais e canaviais, o equipamento permite o carregamento de aditivos líquidos ou em pó através da tampa de abertura superior. O descarregamento do produto é realizado com pressão que proporciona um leque de aproximadamente três metros de raio, com maior alcance e menos tempo de percurso, ideal para a adubação completa de grandes áreas.

Entre os demais benefícios estão: o transporte de líquidos em geral, abastecimento de caixas d’água e limpeza em centros urbanos.

Há vários fatores que resultam em degradação de pastagens. Um deles é a fertilização do solo ineficiente já que, o capim, assim como todas as plantas, precisa de macro e micronutrientes para viver. “A ineficiência das pastagens pode estar relacionada ao manejo incorreto de plantio e à produção com lotação no suporte de pasto, apontada como responsável por 25% dos casos de degradações”, aponta Celso Casale, presidente da Casale.

Com a identificação da necessidade do agricultor/ pecuarista em reutilizar os próprios recursos disponíveis em suas fazendas e lavouras, a Casale desenvolveu uma tecnologia que diminui custos e aumenta a rentabilidade. O resultado está na LEC Hydro, uma espalhadora de esterco e compostos orgânicos sólidos.

A LEC Hydro foi desenvolvida com características precisas para recuperação de pastagens e lavouras. Com o espalhamento rápido e uniforme de estercos sólidos e outros materiais orgânicos, com regulagem hidráulica. Possui estrutura em aço galvanizado a fogo para evitar corrosão – tecnologia inteligente com uso na construção civil para garantir 100% de segurança e durabilidade em estruturas metalizadas, além de chassi dimensionado para superar as piores condições de trabalho com menor esforço do trator e sistema exclusivo de pás tangentes para evitar acúmulo de materiais. Sua largura de distribuição é de 6 a 12 metros, recomendado para o uso de adubação de pastos e lavouras.

Fonte: AgroLink

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