Lideranças querem indígena como coordenador da Funai no Vale do Javari

Entre outras reivindicações, os índios do Vale do Javari, no Amazonas, querem mais ações nas áreas de segurança, fiscalização e educação

Indígenas da região do Vale do Javari, em Atalaia do Norte(AM), querem um indígena à frente da Coordenadoria Regional do Vale do Javari, informou o colaborador da Rádio Nacional, no município, Nailson Tenazor.

“No dia 24 saiu a exoneração do administrador da Funai em Atalaia do Norte, Bruno Pereira. Ainda é aguardada a nomeação do novo coordenador. Existiam dois nomes. O vereador Manoel Chorimpa abriu mão para apoiar a candidatura de Darcy Marubo, nome escolhido pela liderança do Vale do Javari para assumir essa administração aqui em Atalaia do Norte. A instituição já está funcionando normal. As lideranças Matis, que eram em maioria acampada há mais de 33 dias, já evacuaram o prédio e muitas lideranças já estão em suas respectivas residências”, ressaltou.

Lideranças Indígenas do Vale do Javari Lideranças Indígenas do Vale do Javari Mário Vilela/Funai
Lideranças Indígenas do Vale do Javari Lideranças Indígenas do Vale do Javari Mário Vilela/Funai

Os indígenas citaram na carta direcionada ao presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), João Pedro, 14 reivindicações nas áreas de segurança, fiscalização e educação. Entre elas a criação de uma Coordenação Técnica Local (CTL) na comunidade rio Branco, dentro da Terra Indígena Vale do Javari, para que haja fiscalização e monitoramento dos índios Korubo e Matis.

Assim como pedem que o novo administrador regional do Vale do Javari, em Atalaia do Norte, seja um indígena, eles indicam também para ficar à frente de Coordenação Técnica Local (CTL) no rio Branco, o indígena Binã Makwananté Matis.

Além da CTL no rio Branco, eles pedem ainda a criação de uma CTL de vigilância no rio Batan, onde moram os índios Mayoruna. A solicitação se dá porque, segundo os indígenas, a área tem sido alvo de invasão de pessoas vindas do Estado do Acre, da região do município de Cruzeiro do Sul, colocando em risco os grupos de índios isolados que vivem na região.

Ainda no documento eles argumentam que a região fica em uma área, de tríplice fronteira, e que é necessária a implantação de uma política de segurança nacional, com planos efetivos e eficazes.

Fonte: Repórter Solimões – EBC

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