SOS Amazônia busca reduzir o desmatamento e o uso do fogo na Resex Alto Juruá

Os técnicos ambientais da SOS Amazônia estão orientando as comunidades tradicionais e extrativistas da Reserva Extrativista do Alto Juruá a adotarem novas tecnologias que reduza o desmatamento da floresta nativa e do uso fogo para limpar os roçados.

Os cursos de capacitação buscam aplicar as orientações técnicas, voltadas para a produção mudas frutíferas e florestais que serão utilizadas na recomposição das 180 nascentes, além de viabilizar a implantação de 130 hectares de quintais e Sistemas Agroflorestais (SAFs), para garantir renda e qualidade de vida das 400 famílias contempladas com o programa.

“Com a ajuda dos técnicos estou implantando um SAF na minha propriedade e também produzindo mudas para reflorestar, principalmente, as margens dos igarapés e rios”, declarou o extrativista Germano Bezerra do Nascimento, morador na comunidade Restauração, localizada na zona rural de Marechal Thaumaturgo. Sem fazer isso, segundo ele, seria impossível resolver os problemas da escassez da água no futuro.

De acordo com Adair Duarte, coordenador de projetos da SOS

Amazônia, a entidade sócio-am-biental concentra esforços para realizar um serviço de ATES diferenciado, sempre de olho na conservação dos recursos naturais. Destacou que 528 famílias

adotaram a técnica dos roçados sustentáveis, reduzindo, com isso, o desmatamento e o uso do fogo na Resex.

Explica que com a aceleração do aquecimento global e o crescimento populacional, cada vez mais, é preciso à adoção de iniciativas voltadas para a conservação dos recursos naturais.

Uma das muitas alternativas adotadas para promover o desenvolvimento sustentável, é apoiar a agricultura familiar, com atenção especial para a redução do desmatamento, e produção sem uso do fogo e sem agrotóxicos.

Para isso, que estão orientando a substituição dos roçados que utiliza o método de broca, derruba e queima no preparo da área, pela técnica dos roçados sustentáveis, que consiste no cultivo de leguminosas (mucuna-preta / Stizolobium aterrimum e puerária /phaseoloides), “pois estas espécies são detentoras de grande potencial na recuperação dos solos improdutivos, deixando de lado processos de cultivo que degradam o ambiente, além de diminuir consideravelmente a mão de obra”, observou.

Destacou que abandonar o método rudimentar de produção agrícola, ainda tem resistência, muitos agricultores não acreditam na nova técnica sugerida e preferem fazer o habitual, repassado por seus antecessores.

Ele conta que os bons resultados têm servido de exemplos e os roçados sustentáveis vêm ganhando muitos adeptos na Resex.

“Ao todo, 528 famílias adotaram a prática, com a recuperação de 285 hectares de áreas alteradas e incorporadas ao sistema produtivo da UPF. Isso significa uma redução de desmatamento e queimadas de 285 hectares na Resex”, frisou.

Fonte: A Tribuna

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