“Conceito de mãe é amplo para indígenas”, diz antropólogo do Amazonas

Entre alguns povos, a figura materna pode ser estendida a outros parentes como tias.  Entenda o processo

O conceito de mãe pode ser diferente entre indígenas e não indígenas.  Foto: Divulgação/Agência Minas
O conceito de mãe pode ser diferente entre indígenas e não indígenas. Foto: Divulgação/Agência Minas

A mãe é provavelmente a primeira pessoa que conhecemos.  Primeiro porque somos gestados por elas e, depois, pela ligação que se estabelece através da educação.  Entre praticamente todos os seres do reino animal é assim.  O que muda é o conceito, como por exemplo, entre os povos indígenas e não indígenas.  O Portal Amazônia conversou com um antropólogo para identificar as características e visão da mãe nos povos indígenas.

“A ideia de mãe, como a maioria das pessoas têm, é mais nossa do que dos indígenas.  Para eles, a mãe é uma figura mais difusa”, compara o antropólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Carlos Machado.  “Existe a gestação, o nascimento, o período de aleitamento, igual para todas as mães.  Afinal, são fases importantes”, explica.  Mas os pontos em comum praticamente param por aí.

Entre alguns povos, passada esta fase, a mãe participa da gestão da vida do filho, mas em outros ela apenas gera a criança.  Além disso, o significado de mãe vai além da genitora.  “Ele é estendido para outras figuras.  É quase uma coisa genérica.  Para se ter uma ideia, em alguns povos, o termo usado para mãe é o mesmo usado para a irmã da mãe.  Assim, se a criança tiver nove tias, na verdade ela tem dez mães”, explica.  Entre os indígenas não há classes sociais, como a do homem branco.  A coletividade é uma característica marcante entre eles.

Por: Izabel Santos
Fonte: Portal Amazônia

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