Arte, arte, por todos os lados!

Algumas cidades acordaram mais coloridas nesta segunda-feira, depois de um final de semana inteiro de Arte Tapajós, em defesa do povo Munduruku e sua luta para proteger o coração da Amazônia

Ativistas do Greenpeace espalharam arte pelas ruas de São Paulo com stencil e lambes, apoiando a luta dos Munduruku por um Rio Tapajós vivo e livre, no projeto Arte Tapajos.  (© Julia Moraes/Greenpeace)
Ativistas do Greenpeace espalharam arte pelas ruas de São Paulo com stencil e lambes, apoiando a luta dos Munduruku por um Rio Tapajós vivo e livre, no projeto Arte Tapajos. (© Julia Moraes/Greenpeace)

Aproveitando o direito de livre manifestação, garantido pela Constituição à todo cidadão, colorimos o cinza de pelo menos dez cidades brasileiras com stencil, lambe lambes e graffiti em defesa do Rio Tapajós e em apoio ao povo Munduruku em sua luta contra a construção de uma usina hidrelétrica no coração da Amazônia.

As atividades promovidas nas cidades incluíram também shows, oficinas de stencil e a execução de quatro grandes murais, em Florianópolis, Manaus, Porto Alegre e Brasília.

Em São Paulo, mais de 40 ativistas ganharam a noite, no sábado, para espalhar mensagens como “Ajude os Munduruku a proteger seu lar” e “AmarZônia”, usando técnicas de stencil, lambe lambe e até aplicação de relevo. Em Manaus, além da pintura de um mural, o grupo de voluntários do Greenpeace organizou um show de rap e aproveitou a atividade para angariar alimentos para uma instituição de apoio a crianças em situação de vulnerabilidade.

As cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador, São Luis do Maranhão, Imbé e Brasília também realizaram atividades incríveis. Veja a galeria de imagens.

Mas o Arte Tapajós não acabou por aqui! Nos próximos dias as principais cidades brasileiras receberão murais gigantescos, feitos por grandes nomes do graffiti nacional. Além disso, os materiais continuam disponíveis aqui, para baixar e espalhar arte pela cidade o ano todo.

“É incrível ver todo o envolvimento. Esses artistas tem o potencial de ampliar a voz e luta dos Munduruku. Eles estão doando sua arte e trabalho para fortalecer a resistência em defesa da floresta e isso é muito emocionante”, afirma Carolina Marçal, da campanha Amazônia do Greenpeace.

Este movimento é uma resposta da sociedade ao governo federal e seus planos de construir um complexo de hidrelétricas, sendo a maior delas São Luiz do Tapajós, no rio habitado há gerações pelo povo Munduruku e lar de uma incomparável biodiversidade. Mostra que os brasileiros das cidades também se importam com o que acontece com os brasileiros de lá, da floresta.

O futuro, afinal, será compartilhado por todos e proteger a floresta e seus povos é um dever e um direito de todo brasileiro. Assine a petição!

Deixe um comentário