Google Earth e ECAM realizam a segunda oficina direcionada indígenas e comunidades tradicionais em Porto Velho

Fazer a gestão de Territórios exige um trabalho complexo. Requer levantamentos de dados, vigilância e mecanismos de monitoramento. O uso aplicado de tecnologias pode dinamizar esse trabalho. Esta é a ideia do projeto Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: discutir o uso aplicado dessas tecnologias em atividades de monitoramento e mapeamento de áreas protegidas, contribuindo para a defesa do território dos povos da floresta.

O projeto é resultado de uma parceria entre Google Earth Solidário, Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e a Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé) onde a parte prática é realizada em Porto Velho, em meio a floresta. “Nós temos o nosso Centro de Formação aqui em Porto Velho, na Estrada do Areia Branca que foi construído com esse propósito de proporcionar um ambiente ideal para que povos indígenas e comunidades tradicionais possam receber treinamento de diversos tipos sem se sentir longe de casa”, explica a coordenadora geral da Kanindé Ivanate Bandeira.

O projeto Novas Tecnologias e Povos Tradicionais teve a adesão de muitos outros parceiros como as associações indígenas, apoiadas pela Kanindé além de Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Natura, Fundação Cultural Palmares e Porto Velho + Sustentável.

Vasco van Roosmalen, presidente da Ecam, lembra que “os resultados esperados do programa são focados em poder fortalecer as comunidades tradicionais e as instituições que trabalham com eles, aumentando as suas capacidades na implementação de políticas públicas e seus próprios processos de gestão cultural e ambiental. A tecnologia poderá contribuir na visibilidade das iniciativas, como também fortalecer a capacidade desta gestão”.

A primeira I Oficina do projeto ocorreu em Porto Velho, em dezembro de 2015. Nesse intervalo, os participantes puderam aplicar o que aprenderam no ano passado durante os levantamentos realizados em suas áreas.

Entre as ferramentas utilizadas durante o treinamento estão o Open Data Kit (ODK) e Google Earth. O ODK permite que sejam realizados, por meio de smartphones, levantamentos e compilação de informações. Formulários permitem coletar informações de socioeconomia, invasões em áreas protegida ou volume de produção, por exemplo. Já o Google Earth, com imagens de satélites constantemente atualizadas, serve de base para que sejam inseridas informações locais. Espaços de habitação, de produção, de caça e pesca. Com isso, vai-se construindo um Mapeamento Cultural de cada comunidade.

Independentes, essas duas ferramentas já conseguem subsidiar diversas reivindicações, além de auxiliar no planejamento de estratégias específicas. Combinadas, podem ajudar na visualização dos dados, de forma mais articulada e atrativa.

Além dessa segunda Oficina em Porto Velho, Rondônia estão previstas atividades nos dias 27 e 28 de julho, reunindo indígenas de Rondônia, Pará e Mato Grosso.

Fonte: Kanindé

Deixe um comentário