Em 7 meses, 24 focos

Semmas atribui ‘multiplicação’ de invasões à persistência de ocupantes

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o combate às invasões hoje é feito de forma conjunta por vários órgãos. Um braço do crime organizado se instalou nessas áreas e exige dos órgãos de segurança uma atuação em parceria com os órgãos ambientais, entre os quais a própria Semmas, Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Batalhão Ambiental.

Estes órgãos, junto com outros da esfera municipal e estadual, integram o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap), responsável pelo combate às invasões em Manaus e na Região Metropolitana. Conforme a Semmas, no total, 24 focos de invasão em áreas diferentes da capital foram registrados de janeiro a julho deste ano. A secretaria informou ainda que todos os órgãos que hoje compõem o Gipiap têm conhecimento acerca das referidos ocupações citadas na reportagem.

A Semmas informou que em todos eles já foram desenvolvidas ações. Entretanto, os invasores insistem em desobedecer às notificações e logo após as retiradas retornam aos locais. “Em todos houve mais de uma ação de desocupação. O desrespeito à ordem pública infelizmente parte do invasor, e acontece a reincidência. Em alguns pontos, como no Parque das Garças, foram cinco retiradas somente este ano”, enfatizou, em nota.

Conforme a pasta, logo que recebe a denúncia, encaminha equipe de fiscalização ao local, para coletar as coordenadas geográficas e fazer a devida caracterização da área. “Esse é o primeiro passo. A atribuição do município é a de atuar em áreas verdes de loteamentos aprovados pela municipalidade e Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são as margens de cursos d’água”.

À espera da Justiça

Invasões como a da área verde nas proximidades da segunda etapa do Conjunto Residencial Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina,aguardando sentença para desapropriação. Nas áreas particulares, o proprietário deve entrar com ação de reintegração de posse.

Fonte: A Crítica

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